Outro ataque hacker atingiu mais uma autoridade brasileira nesta segunda-feira (30).
A aula do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi interrompida após o servidor da transmissão ter sido alvo de invasão.
Durante a videoconferência, o ministro ministrava aula na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
Na interrupção, vídeos do grupo ‘Carreta Furacão’ apareceram na tela. Além disso, referências nazistas também foram reproduzidas.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppO ataque aconteceu justamente no momento em que o ministro começaria uma palestra chamada ‘Releitura dos clássicos de teoria geral do Estado’.
Devido o ocorrido, não foi possível permanecer na sala virtual. O ministro e os estudantes tiveram que sair e aguardar o envio de um novo link para continuar as atividades propostas.
Ao Estadão, o gabinete de Lewandowski afirmou que, como o ataque foi ao sistema da USP, a universidade deveria ser procurada para comentar o caso.
Ataques hackers vêm sendo comuns nas últimas semanas, sobretudo a sistemas do Judiciário brasileiro.
Na sexta-feira (27), o portal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), cuja jurisdição abrange 13 estados e o Distrito Federal, sofreu uma invasão que levou a Corte a determinar a restrição de acesso a todos os seus sistemas.
No início do mês, outro ataque bem-sucedido paralisou todos os procedimentos judiciais do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que levaram mais de uma semana para serem restabelecidos. A Polícia Federal (PF) investiga, num inquérito sigiloso, se houve roubo de dados e sua extensão.
No dia 11 de novembro, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) informou que o sistema processual eletrônico foi hackeado. A página de peticionamento eletrônico foi adulterada e uma crítica à Justiça foi postada. Segundo o tribunal, os processos judiciais e os bancos de dados não foram atingidos.
Em 15 de novembro, no primeiro turno das eleições municipais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também foi alvo de atividade semelhante, mas a Corte afirma ter neutralizado o ataque que buscou sobrecarregar e derrubar os sistemas da Justiça Eleitoral.