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“Aqueles que desistiram da Crimeia sem lutar devem ser responsabilizados”, diz Zelenski

Thaís Garcia

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© Sergey/EPA-EFE

“Estamos construindo um Exército Ucraniano que será capaz de defender a Ucrânia para que ninguém tenha o pensamento de que é possível usurpar nossa soberania, integridade territorial ou tomar território ucraniano sem levar um único tiro”

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, disse que aqueles que permitiram que a Rússia anexasse ilegalmente a Crimeia no início de 2014 devem ser responsabilizados.

Em um discurso anual ao parlamento em 20 de outubro, Zelenski não nomeou ninguém em particular, mas parecia estar mirando claramente as autoridades que assumiram o poder, depois que protestos antigovernamentais em massa derrubaram o Presidente amigo da Rússia, Viktor Yanukovych, no final de fevereiro de 2014.

“Aqueles que desistiram da Crimeia sem lutar devem ser responsabilizados”, disse Zelenski, acrescentando que seu governo está fazendo “todo o possível” para devolver a Crimeia ao controle da Ucrânia.

“Estamos construindo um Exército Ucraniano que será capaz de defender a Ucrânia no solo, no mar, no céu, no ciberespaço, para que ninguém tenha o pensamento de que é possível usurpar nossa soberania, integridade territorial ou tomar território ucraniano sem levar um único tiro”, acrescentou.

Moscou invadiu e anexou a Crimeia em 2014 e deu seu apoio aos separatistas pró-Rússia na região de Donbass, no leste da Ucrânia, onde mais de 13.200 pessoas foram mortas no conflito, que continua até hoje.

Em um discurso que muitos consideram um esforço para promover seu partido ‘Servo do Povo’ antes das principais eleições locais em 25 de outubro, Zelenski disse que seu governo apoia a ideia de uma anistia para “os milhões de nossos compatriotas, que não têm sangue em suas mãos e permaneceram reféns “na Crimeia e nos distritos de Donbass, que permanecem sob o controle dos separatistas apoiados pela Rússia.

“Começaremos um processo de reintegração seguro após a adoção das leis e regulamentos necessários com relação à desocupação de nossos territórios”, disse Zelenski.

“Enquanto a Crimeia permanecer ocupada e os ucranianos e os tártaros da Crimeia forem perseguidos regularmente lá, o mundo não deve esquecer a Crimeia”, continuou.

Zelenski enfatizou que 120 legisladores de seu partido visitarão a região de Donbass em 21 de outubro.

“[Eles] visitarão Donbass, não resorts turcos, não as Maldivas como alguns fizeram antes, mas a linha de frente”, disse Zelenski em uma referência velada a seu antecessor, Petro Poroshenko, que foi acusado de viajar para as Maldivas para descansar durante os combates mais intensos entre as forças armadas ucranianas e os separatistas apoiados pela Rússia em Donbass, durante sua presidência.

O discurso presidencial anual ao parlamento ucraniano, o ‘Verkhovna Rada’, é geralmente realizado em abril, mas este ano foi transferido para 20 de outubro devido à pandemia do vírus chinês.

Críticos de Zelenski disseram que seu discurso anual foi movido para mais perto das eleições locais intencionalmente para lhe dar uma chance de promover seu partido.

Em 25 de outubro, os eleitores na Ucrânia elegerão membros de conselhos distritais e de vilas rurais, bem como prefeitos.

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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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