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Estados Unidos

Após 17 anos de interrupção, EUA retomam execuções federais de pessoas condenadas à morte

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Reprodução

As execuções de pessoas condenadas à pena de morte por tribunais federais vão ser retomadas em 13 de julho nos EUA, depois de 17 anos de interrupção, anunciou o Procurador-Geral do país (cargo equivalente nos EUA ao de ministro da Justiça do Brasil), William Barr, na noite de segunda-feira (15).

De acordo com a AFP, William Barr já tinha anunciado há um ano a intenção de retomar a execuções de pessoas que foram condenadas à pena de morte em instâncias federais. Pelo menos 5 injeções letais estavam agendadas entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020 na penitenciária de Terre-Haute, no estado de Indiana.

Contudo, a Justiça norte-americana interrompeu os processos depois de os advogados de alguns dos condenados terem expressado dúvidas sobre a legalidade do protocolo escolhido para matar os reclusos.

Depois de um tribunal ter autorizado a utilização de pentobarbital, o Procurador-Geral dos Estados Unidos ordenou o reagendamento das datas para quatro condenados.

“Devemos isso às vítimas dos seus crimes horríveis”, vincou o governante, em comunicado citado pela AFP.

Estas execuções estão agora agendadas entre 13 de julho e 28 de agosto.

A AFP também diz que o primeiro destes condenados a ser executado pela Justiça norte-americana deverá ser Daniel Lewis Lee, que foi condenado em 1999 à morte pelo homicídio de um casal e de uma criança de 8 anos.

De acordo com a AFP, pesquisas apontam para uma taxa de aprovação da pena de morte nos EUA, na ordem dos 54%, em comparação com os cerca de 80% de aprovação no início dos Anos 90.

Em 2019, 22 pessoas foram executadas nos Estados Unidos.

A maioria dos casos tem resolução nas instâncias estatais, no entanto, os tribunais federais julgam atos mais graves, como, por exemplo, atentados, crimes racistas, ou que foram cometidos em instalações militares.

Nesta instância, apenas 3 pessoas foram executadas nos últimos 45 anos, incluindo Timothy McVeigh (em 2001), responsável por um atentado à bomba em Oklahoma em 1994 e que provocou a morte a 168 pessoas.

A última execução federal ocorreu em 2003.

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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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