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Por que a saúde indígena é tão cobiçada pelos políticos?

Redação

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Matheus Alves | MNI

Com um orçamento de R$ 1.6 bilhão ao ano, a Secretaria Especial da Saúde Indígena é uma das mais cobiçadas pelos parlamentares, principalmente da Amazônia Legal, região com 90% das terras indígenas do Brasil e onde acontecem os maiores conflitos por terras indígenas, tudo isso, devido ao alto potencial para exploração madeireira, agropecuária e, principalmente, mineral.

A atual secretária da Saúde Indígena é a Tenente do Exército Brasileiro, Silvia Waiãpi, uma das mulheres de confiança do Presidente da República Jair Bolsonaro, mas que devido ao seu compromisso de desaparelhar e acabar com a corrupção na pasta, tem sofrido constantes ataques de parlamentares.

Fontes afirmam que parlamentares da região norte têm pedido a exoneração de Silvia Waiãpi, pois a mesma tem priorizado coordenadores técnicos e experientes ao invés das indicações políticas, em cargos da SESAI.

Denúncia

Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, a secretária Especial da Saúde Indígena denunciou os esquemas de horas voos, fraudes na alimentação e combustíveis.

Descaso

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, vistoriou oito aeronaves da Fundação Nacional do Índio (Funai) que foram abandonadas em pátios e hangares de aeroportos e constatou o sucateamento dos bens.

“Foi uma surpresa quando descobrimos que a Funai tinha frota e essa frota estava sucateada”, disse Damares durante a vistoria. As aeronaves acumulam prejuízo de pelo menos R$ 3 milhões com aluguéis de hangares não pagos, de acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Um edital para leilão dos bens deve ser lançado dentro de 30 dias.

Os aviões estão em Goiânia (GO), Brasília (DF), no Rio de Janeiro (RJ) e em Itaituba (PA). De acordo com o Ministério, as aeronaves vistoriadas pela ministra estão em péssimo estado de conservação e sem condições de operar.

“Verificamos que turbinas e motores foram roubados. É difícil apurar responsabilidades. No caso do avião do Rio de Janeiro, não se sabe quando ele chegou. Há uma hipótese de que tenha chegado em 2013. Temos aeronaves em pátios particulares que a cobrança está chegando. O que vamos apurar no leilão não paga 20% do que está sendo cobrado por pátios particulares”, disse a ministra.

As aeronaves eram usadas na atenção à saúde indígena. Damares ressaltou o prejuízo “incalculável” que a situação representa para o atendimento à população.

“É um descaso, índio morrendo por falta de assistência médica. Essa aeronave poderia estar lá no Ministério da Saúde com a [Secretaria de] Saúde Indígena e está aqui abandonada desde 2012”, finalizou.

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