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Análise

O que há em comum entre os protestos, a censura e a perseguição à direita?

Redação

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Imagem: Reprodução

Por Renato Giraldi

O que há em comum entre os protestos, a censura e a perseguição à direita?

Eventualmente, faz-se necessária uma visita aos fóruns de pensamentos progressistas a fim de estar a par da disseminação das atuais ideias revolucionárias. Um exemplo é o Global Transition Initiative (GTI). Paul Raskin, um dos principais responsáveis pela criação do GTI em 1995, é conhecido como pai de uma teoria chamada “eco-comunalismo”, espécie de comunismo libertário (pesquisem sobre essa palavra), e criador do certificado Global Reporting Initiative (GRI). Trata-se de uma organização filiada à ONU, cujo objetivo é monitorar os índices de sustentabilidade das corporações; em outras palavras, é um mecanismo pelo qual se mede o nível de adoção da agenda globalista por parte de uma empresa. Curiosamente, Paul é membro do Clube de Roma, também frequentado por Fernando Henrique Cardoso.

No editorial de 2020 do GTI, publicado em janeiro, uma das articulistas clama pela reorganização da esquerda mundial sob a égide de um comitê global. Sua ideia é a criação de um “partido mundial”, organizado verticalmente nos moldes das Internacionais Comunistas anteriores, todavia, com o envolvimento de novos grupos progressistas (como, por exemplo, o grupo feminista, LGBTQI+ etc.). Essa nova formação envolveria todos os partidos progressistas do globo. Na ocasião, isto é, em janeiro de 2020, o intuito da autora era clamar por uma espécie de Primavera Árabe, entretanto, agora com o objetivo muito claro de que o movimento tenha proporções mundiais; ou seja, desestabilização para uma nova proposta de “estabilização”. Tal documento encerra com a notícia de que uma “nova esquerda global” ressurge nos jovens.

O mês no qual o editorial foi publicado passou, o ano seguiu, e em março, o mundo foi posto em estado de alerta, a crise econômica bateu em nossas portas e entrou em nossos lares, mas foi apenas no dia 25 de maio que o mundo começou a acompanhar o que seria uma onda de protestos violentos nos EUA, e que rapidamente vem se espalhando para o Brasil, Inglaterra, França, Austrália, etc. Não obstante o tema do protesto varie de acordo com o local, o plano de desestabilização global está em curso, como se existisse um cardápio de opções direcionado para a desordem.

No Brasil, de um lado, temos lutado verdadeiramente contra as investidas do controle da liberdade de expressão e do direito de ir e vir e contra a perseguição aos veículos de comunicação de conteúdos conservadores (desde a limitação do alcance das postagens em redes sociais e seu engajamento até a interrupção das receitas através de denúncias e bloqueio de apoio financeiro); enquanto isso, do outro lado, observamos a grande mídia divulgando protestos violentos intitulados “democráticos”. Além disso, temos visto nos últimos dias artistas e “jovens” influenciadores iniciarem uma cruzada contra os produtores de conteúdos e professores de direita.

Quando analisamos o que há em comum entre todos os últimos acontecimentos, podemos chegar à conclusão de que a intenção da censura transpassa o controle da liberdade de expressão e revela-se determinante no impedimento do combate à doutrinação ideológica. Resumindo: a guerra, hoje, não é mais por controle de territórios, mas sim por controle das mentes (especialmente daquelas cujo primeiro voto será nas próximas eleições) – estamos numa verdadeira cruzada aberta pela mente e a educação do jovem.

 

 

 

 

 

 

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