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A inacreditável manchete do jornal O Globo

Julliene Salviano

Publicado

em

Agência Brasil

O Ministério do Meio Ambiente realizou, na última quarta-feira (5), uma grande operação de fiscalização contra o garimpo ilegal na terra indígena Munduruku, no Pará. Imagens mostram a extensão dos danos ambientais causados.

O local é rico em ouro e a extração é feita pelos próprios indígenas, como em outras regiões da Amazônia.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobrevoou o local onde ocorria a operação e foi recebido com protesto no município de Jacareacanga, sudoeste do Pará. Indígenas da etnia Munduruku e garimpeiros defenderam a legalização de garimpos ilegais que operam na região. 

O protesto ocorreu contra ação de fiscais do Ibama, ocorridas nas últimas semanas, em garimpos do vale do rio Tapajós, que teve apoio do Ministério do Meio Ambiente, Força Aérea Brasileira e Polícia Civil.

A área da operação é uma região em que vivem cerca de 6 mil indígenas, e que tem sido alvo da ação predatória de garimpos clandestinos nos últimos anos. O grupo chegou  a fechar o aeroporto na intenção de impedir a decolagem de um avião.

Segundo o Greenpeace, a região do alto tapajós, onde está a TI Munduruku, concentra 60% da destruição provocada pelo garimpo em toda a Amazônia, ao longo dos últimos 12 meses.

“Os indígenas têm o direito de escolher como querem viver. Têm direito de escolher fazer várias atividades, dentre elas o garimpo, seguindo a lei ambiental. Para isso é importante que a gente faça esse debate de maneira aberta. Pare de fazer de conta dessa história que os indígenas não querem garimpar, não querem produzir lavoura, como se isso fosse uma verdade absoluta”, declarou Salles.

O ministro também afirmou que é necessário legalizar a atividade de uma forma que não cause a devastação observada na terra Munduruku. A atividade ilegal é realizada por meio de retroescavadeiras, sendo muito prejudiciais ao meio ambiente, visto que destroem rapidamente os igarapés e rios da região, devastando margens, despejando toneladas de resíduos e alterando os cursos d’água.  

“Há entidades e pessoas que se dizem representantes e que dizem: ‘os índios não querem nada de garimpo’. É uma oportunidade de vocês dizerem com sua própria voz se são os indígenas que querem o garimpo ou se são os outros que estão impondo isso a vocês”, ressaltou.

Porém, ao abordar a operação, o jornal “O Globo” estampou matéria sob o título: “STF protege índios, mas Salles defende o Garimpo”.

A reportagem misturou a decisão do ministro Barroso relacionada à covid-19 com a operação contra o garimpo ilegal e, ainda, dá a entender que índios e garimpeiros estariam em lados opostos quando, na verdade, são os próprios índios que realizam o garimpo alvo da operação.

“Impressionante como esse jornalista do O GLOBO é muito desinformado ou mal intencionado. A própria matéria da FolhaSP desmonta a FAKENEWS do Globo, pois mostra que fomos lá para fiscalizar o garimpo ilegal feio pelos PRÓPRIOS indígenas, há anos”, escreveu Salles nas redes sociais.

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Gestora Pública, paisagista e assessora de imprensa.

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