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A conexão russa que explica a fuga para Moscou da família do principal operador financeiro de Maduro, Alex Saab

Thaís Garcia

Publicado

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Imagem: arquivo pessoal

Na Rússia se encontra a base de um conglomerado de empresas de fachada destinadas a comercializar petróleo venezuelano de forma irregular.

Esta semana, o jornal colombiano El Tiempo noticiou que a família de Álex Saab havia fugido da Venezuela. O destino do casal e filha do principal operador financeiro de Nicolás Maduro, era Moscou. A mudança, permitida pelo ditador socialista Maduro, chamou a atenção da comunidade internacional.

A família Saab manteve-se “protegida” na Venezuela desde meados deste ano e principalmente após a detenção do empresário colombiano em Cabo Verde, após um mandado de prisão da Justiça dos EUA. Ele é acusado de lavagem de até 350 milhões de dólares usando o sistema financeiro daquele país.

Essa mudança para a Rússia gerou alertas na imprensa internacional. A situação legal de Saab parece ser o gatilho para a mudança.

Antes de 11 de março, o jornal El Tiempo informou, citando fontes próximas ao processo contra Saab, que haverá uma decisão substantiva sobre sua extradição para os Estados Unidos ou sua liberdade.

A defesa do do principal operador financeiro de Nicolás Maduro contatou a mídia colombiana e justificou que a conexão de Saab e sua família com a Rússia é “trabalhista”.

“Com relação à família do senhor Saab: ao contrário da impressão dada por algumas publicações colombianas, a família do senhor Saab não ‘simplesmente se mudou’ para Moscou”, esclareceram os advogados. “Devido ao fato de que o trabalho do Sr. Saab o levou à Rússia por longos períodos desde 2018, sua família também tem estado com ele morando entre Moscou e Caracas. Na verdade, sua filha mais nova nasceu em Moscou em janeiro de 2020.″

Na Rússia, várias empresas de fachada surgiram este ano encarregadas de fretar navios que usavam identidades falsas para comercializar petróleo venezuelano. Todas eram entidades desconhecidas sem experiência na indústria de hidrocarbonetos. Uma delas é a Wanneng Munay.

O site da Wanneng Munay e de 14 das outras novas compradoras de petróleo venezuelano, foi cadastrado pela empresa OGX Trading, de Moscou, segundo arquivos de log da Rússia.

A OGX foi fundada em março e é administrada por um empresário russo, Sergei Basov. O empresário também disse que planeja entrar no ramo de alimentos, informou a Reuters em meados do ano passado.

Basov está listado como fundador e CEO de pelo menos 6 empresas com o mesmo endereço em Moscou. Ele também foi sócio da venezuelana Betsy Desirée Mata Pereda, dona de uma empresa que dirige pelo menos duas das firmas de Basov, segundo registros corporativos russos.

A Mata Pereda era também acionista de uma empresa na Turquia, a Mulberry Proje Yatirim S.A., que fazia parte do “programa alimentar” CLAP, subsidiado e lançado por Maduro em 2016.

Com informações do El Tiempo.

Cristã e Correspondente Internacional na Europa.