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Transsexual Duda Salabert sai do PSOL por “transfobia estrutural do partido”

“Deixo o PSOL por não concordar com a transfobia estrutural do partido”, afirmou a professora.

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Reprodução / Internet

A primeira travesti a candidatar-se a um cargo no Senado foi a professora mineira Duda Salabert, filiada ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). Na tarde de ontem (21), Duda Salabert anunciou sua desfiliação do partido. Nas eleições de 2018 ficou em oitavo lugar na disputa com 15 candidatos para duas vagas.

“Deixo o PSOL por não concordar com a transfobia estrutural do partido. Enquanto mulher transexual, não posso endossar uma estrutura que se apropria da luta e da identidade trans para privilegiar figuras e candidaturas já privilegiadas” declarou em post no Instagram.

Duda destacou ainda outras formas de ativismo que defende e julga importe: “Deixo o PSOL por não concordar com a perspectiva antropocêntrica que estrutura o partido. Enquanto vegana, ambientalista e defensora dos direitos dos animais, não posso aceitar que a luta para difundir o respeito às vidas de todos animais fique em segundo plano”.

Em página do Facebook, o PSOL Belo Horizonte diz discordar das motivações de Duda de sair do partido: “nosso partido é, todos os dias, um instrumento de combate a desigualdade, ao racismo, machismo, homofobia e transfobia, em que pese as manifestações estruturais de nossa sociedade, da qual não estamos imunes”.

Acompanhe na íntegra as postagens:

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Anuncio minha desfiliação do PSOL. Deixo o partido, mas continuo meu ativismo por uma sociedade mais justa, mais igualitária e mais democrática. Mantenho vivo também o projeto de colocar no protagonismo político as bandeiras da Educação, do Meio Ambiente e da Diversidade. No atual contexto de crise da democracia, entendo que ocupar a política e disputar as eleições não me é uma escolha, mas uma obrigação. Colocar meu corpo político no centro do debate eleitoral é mais do que simbólico: é uma maneira de buscar alargar a democracia, a qual nunca foi sólida no país, sobretudo para o grupo social de que faço parte. Deixo o PSOL por não concordar com a transfobia estrutural do partido. Enquanto mulher transexual, não posso endossar uma estrutura que se apropria da luta e da identidade trans para privilegiar figuras e candidaturas já privilegiadas. Deixo o PSOL por não concordar com a perspectiva antropocêntrica que estrutura o partido. Enquanto vegana, ambientalista e defensora dos direitos dos animais, não posso aceitar que a luta para difundir o respeito às vidas de todos animais fique em segundo plano. Deixo o PSOL também por não concordar com algumas diretrizes internas do partido. Entendo que essa decisão pode surpreender muitas pessoas, mas como escreveu Pompeu, político romano, “Navegar é preciso. Viver é impreciso”. Agradeço de coração a todas correntes e filiados que me receberam e me construíram politicamente nos últimos dois anos. A crítica que resultou na minha desfiliação não é às pessoas, mas à estrutura partidária. Sigamos em luta, não mais na mesma organização, por um mundo sem desigualdades sociais. A utopia segue viva!

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Cristão, conservador — o termo usado por idiotas é extrema direita: pró-vida, pró-família, pró-armas —, pedagogo, escritor e poeta. Vivo de poesia pra não morrer de razão. — www.andersonsandes.net

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6 Comentários

6 Comments

  1. Avatar

    Lari Salazar

    23.04.2019 at 12:50

    Sou a favor do respeito ao ser humano. Não concordo com grande parte do modus operandi do movimento LGBT e discordo 100% do socialismo, porém não devemos misturar as coisas, o respeito ao ser humano se faz necessário independente da opção sexual, raça, credo ou status social. Se queremos um mundo melhor, este mundo melhor tem que começar por nós mesmos.

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    Ronaldo Rosario

    23.04.2019 at 11:15

    O cara parece um demônio. Veja só: para que um partido quer ser instrumento de defesa de coisas sem importância. Eles deveriam ser contra a falta de leitos nos hospitais, a corrupção desenfreada, a violência urbana e também rural, a criminalidade, o tráfico de entorpecentes e de armas, dentre outras mazelas na sociedade brasileira.

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    LuizPr

    23.04.2019 at 09:42

    Para que dar espaço para um tipo nojento destes…???

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    João

    22.04.2019 at 17:59

    Falta só deixar a mentira em que acredita (de que nasceu do jeito que se sente) e abraçar a verdadeira identidade para a qual fora criado. Já fui assim, mas hoje sou livre de verdade.

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    ciceroferreirasilva

    22.04.2019 at 16:09

    CREDO……!!!!!

  6. Avatar

    Débora

    22.04.2019 at 16:05

    É hipocrisia que fala né? Levanta-se uma falsa bandeira, fingi-se lutar por ela até…tenha que realmente lutar. Partido mais hipócrita que esse , só o PT mesmo. Briga feia!

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