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Movimento Vem Pra Rua lança vídeo ‘Fora, Bolsonaro’ e diz que presidente é anti-LavaJato

Redação

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em

Reprodução | Youtube

O movimento Vem Pra Rua divulgou um vídeo pedindo “Fora, Bolsonaro” nesta última quarta-feira (29).

O conteúdo diz que “estamos de luto” e fala de “esperança” após a saída do PT. Ainda no vídeo, o movimento acusa Bolsonaro de montar um esquema de “projeto criminoso” de poder.

“Eram 57 milhões de votos e apoio popular. Mas logo ficou evidente que Bolsonaro tinha outros planos”, diz trecho.

Negando ser um governo contra a corrupção, escancarando a preferência mesquinha por intrigas políticas nada republicanas, frituras de ministros e completa desfaçatez com quem mudou e lida com as prioridades do país. O que vemos é a destruição de reputações, ataques mentirosos àqueles que não se ajoelharam diante de seus planos [neste momento, aparece fotos de figuras pró-Bolsonaro, a exemplo de Olavo de Carvalho, Allan dos Santos, Bernardo Kuster, Paula Marisa e LiloVlog]. E como isso lembra o PT”, diz o vídeo.

O movimento Vem Pra Rua termina pedindo “Fora, Bolsonaro” e acrescentando: “nos vemos em breve nas ruas”.

Controvérsia

Apesar de alegar ser ‘porta-voz’ dos anseios populares, o movimento Vem Pra Rua tem Rodrigo Chequer como um dos principais líderes. Ele é filiado ao Partido NOVO, sigla que tem sido alvo de muitas críticas do eleitorado conservador.

Em 2018, ano que chegou disputar o páreo eleitoral pela prefeitura de São Paulo, Chequer fez uma publicação no Twitter dizendo que a ministra Damares Alves misturava “religião com política”, o que gerou uma forte revolta dos conservadores.

Mas não foi apenas isso, Chequer foi além. Na mesma publicação, ele disse que faltava em Damares o “reconhecimento do aborto como questão de saúde pública”.

Financiamento

Em março de 2015, uma matéria da BBC Brasil fez uma série de questionamentos sobre o financiamento do movimento Vem Pra Rua.

“Todos os grupos frisam ser apartidários e não receber dinheiro de partidos ou políticos. Rogério Chequer, criador do Vem Pra Rua, diz que seu grupo é financiado por ‘centenas’ de ‘doações espontâneas de pessoas envolvidas na coordenação do movimento’, mas não revela seus nomes”, diz trecho da reportagem.

Ainda na época, a BBC Brasil disse que obteve acesso ao registro do site vemprarua.org.br, URL oficial usada pelo movimento nas eleições da época. Segundo a BCC Brasil, o domínio foi comprado pela Fundação Estudar, do empresário Jorge Paulo Lemann.

“Registro de site de grupo Vem Pra Rua chegou a pertencer a fundação ligada a empresário Jorge Paulo Lemann, tido como homem mais rico do Brasil. No fim de 2014, o site foi excluído e o Vem Pra Rua mudou de endereço online”, diz outro trecho da matéria.

Em nota, a Fundação Estudar se disse “apartidária” e atribuiu o caso a uma “iniciativa isolada” de um ex-funcionário.

“A Fundação Estudar esclarece que não detém o registro e não hospeda em seu domínio o site vemprarua.org.br. A associação do nome da Fundação com este site ocorreu erroneamente por uma iniciativa isolada e individual de um colaborador, que já não faz mais parte do quadro da instituição.”

Jorge Paulo Lemannn criticado pelos conservadores

Assim como George Soros é criticado pelos conservadores ao redor do mundo, Jorge Paulo Lemannn também é alvo de muitas críticas por parte dos conservadores brasileiros.

Recentemente, inclusive, Eduardo Bolsonaro apontou a iniciativa RenovaBR citando Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) como possíveis figuradas comandadas pelo bilionário.

Ao falar sobre o projeto das Fake News, Eduardo disse acreditar que Lemann faz parte do plano esquerdista de dominação mundial.

“Jorge Paulo Lemann deve estar contente c/ seus deputados do RenovaBR Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES). Eles propuseram o PL 1429/20 que acaba c/ a sua liberdade na internet, censurando até seu whatsapp caso um censor julgue ali haver fake news. A imprensa adorou!”, disse Eduardo Bolsonaro.

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