A Lei Rouanet, principal mecanismo de incentivo à cultura no Brasil, registrou um desempenho histórico no início de 2025. Nos dois primeiros meses do ano, foram captados R$ 134,7 milhões, representando um crescimento de 165% em relação ao mesmo período de 2024, quando o valor arrecadado foi de R$ 50,73 milhões.
O Ministério da Cultura (MinC) contabilizou R$ 68,01 milhões em janeiro e R$ 66,68 milhões em fevereiro, superando o recorde anterior para o período, registrado em 2014, de R$ 96,6 milhões.
Evolução da captação nos primeiros bimestres
Para ilustrar a magnitude do crescimento em 2025, veja a arrecadação nos primeiros bimestres dos últimos anos:
- 2025 – R$ 134,7 milhões
- 2024 – R$ 50,7 milhões
- 2023 – R$ 36,2 milhões
- 2022 – R$ 20,4 milhões
- 2021 – R$ 19,6 milhões
- 2020 – R$ 55,2 milhões
- 2019 – R$ 64 milhões
- 2018 – R$ 55,7 milhões
- 2017 – R$ 40,8 milhões
- 2016 – R$ 63,2 milhões
- 2015 – R$ 76,1 milhões
- 2014 – R$ 96,6 milhões
O montante arrecadado no início de 2025 já supera em quase 38% o recorde anterior para o período, reforçando o interesse crescente no financiamento de projetos culturais via renúncia fiscal.
Como funciona a Lei Rouanet?
A Lei de Incentivo à Cultura, popularmente conhecida como Lei Rouanet, permite que produtores culturais, artistas e instituições submetam projetos ao Ministério da Cultura para obtenção de patrocínio por meio de incentivos fiscais.
Se aprovado, o projeto pode captar recursos de empresas e pessoas físicas, que podem abater o valor investido do Imposto de Renda devido.
O processo funciona como uma renúncia fiscal, em que o governo federal deixa de arrecadar parte do imposto para direcionar os recursos ao setor cultural. O Ministério da Cultura monitora a execução dos projetos e exige prestação de contas para evitar irregularidades.
Tendência de crescimento para 2025
Historicamente, os dois primeiros meses do ano representam apenas 4% da arrecadação total via Lei Rouanet, com dezembro concentrando quase 50% das captações.
Dado o ritmo acelerado da arrecadação no início de 2025, especialistas acreditam que este ano pode superar os recordes anteriores, consolidando o impacto da lei no financiamento da cultura no Brasil.