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Após divisão na Câmara, Manuela D’ávila detona PT e PSOL

A ex-candidata a vice cita até machismo do PT durante a campanha eleitoral.

Raul Holderf Nascimento

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Após divisão na Câmara, Manuela D'ávila detona PT e PSOL 21
ALRS | Divulgação

A ex-candidata a vice-presidente Manuela D’ávila, do Partido Comunista do Brasil, fez um relato neste último domingo, 3, atacando seus colegas de esquerda como o PT e o PSOL.

Ela começa o texto criticando a postura de toda a esquerda na eleição da Câmara dos Deputados.

Para mim, com a minoria ABSOLUTA que temos na Câmara e com a tendência de aumento da PERSEGUIÇÃO e CRIMINALIZAÇÃO dos movimentos sociais e partidos de esquerda, o mais importante é garantir nossa existência para lutarmos na rua. Isso para mim deveria significar a construção de uma candidatura comprometida com a democracia já que os 130 deputados de nosso campo JAMAIS chegariam ao 2o turno. Ou seja, serviria para demarcar, para alegrar, para discursar por uns dias mas não havia chance de vitória. Claro, sempre defendi que DEVERÍAMOS ter esgotado as conversas entre nós em primeiro lugar. Mas vejam bem, isso tudo acabou.

Em seguida, ela critica PT e PSOL por tentarem fazer uma manobra que colocaria o PCdoB na “ilegalidade”.

Isso porque o PCdoB não conseguiu fazer 9 deputados na última eleição, requisito para o partido ter acesso ao fundo partidário e tempo de TV na eleição. Para contornar a situação, o PCdoB tenta se fundir a outro partido.

Eis o que Manu escreve:

PSOL E PT tentaram impedir, a partir de uma manobra regimental, a fusão do PCdoB com PPL, mecanismo legal que construímos para SUPERAR A CLÁUSULA DE BARREIRA e seguirmos existindo legalmente. Ou seja, uma eleição da câmara que não estivemos juntos e nossos aliados Há mais de 30 anos tentaram nos colocar na semi-legalidade!!!!!

O texto chega em seu auge quando Manuela relembra todas as vezes que ela e seu partido cederam em alguma coisa para apoiar o projeto do PT, inclusive ela cita machismo durante a campanha eleitoral.

NÓS, que retiramos a minha candidatura à presidência para compor uma chapa quando tínhamos 3% nas pesquisas, os mesmos 3% de Haddad. E sabemos o quanto isso afetou nossa eleição de parlamentares!!!! Nos, que fomos para rua, mesmo com a invisibilidade machista imposta a mim na TV Porque afinal ‘as fake news eram grandes’ e eu prejudicava a chapa porque as pessoas acreditavam nas mentiras.

E as reclamações contra o PT continuam:

Nós que, ao contrário de tantos somos defensores de Lula e de sua liberdade em todos os momentos. Nos, que engolimos a derrota na câmara dos deputados, quando O PT se aliou ao PMDB, para nos derrotar em 2006.

Por fim, ela ataca o PT de sempre pensar neles próprios.

A eleição da Câmara já passou. Nós seguiremos na rua, em oposição a Bolsonaro. Mas companheiros, companheiras, isso foi grave demais. Ninguém solta a mão de ninguém, não significa um monte de gente rezando a cartilha do pensamento de um único partido. Ninguém solta a mão de ninguém, significa engolir em seco as diferenças (tipo eu fiz com a não aparição minha na TV, lembram?), discutir internamente , superar problemas e seguir na luta juntos.

O texto foi publicado em seu Facebook no dia 1 de fevereiro, logo após a eleição para a Câmara dos Deputados.

Algumas críticas feitas por Manu vão na mesma linha das críticas já feitas por Ciro Gomes.

Aliás, na composição dos blocos parlamentares, PDT e PCdoB estão juntos enquanto o PT foi parar em outro bloco menor.

Com informações, Rafael Rizzo

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Professor, cristão, colunista, e redator. Amo ciências políticas, sou conservador e nordestino com orgulho.

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