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Vaticano volta atrás após receber críticas sobre decreto de vacinação obrigatória para funcionários

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O Vaticano veio a público para esclarecer um decreto que implicava que os funcionários poderiam perder seus empregos se se recusassem a receber a vacinação contra a Covid-19 sem razões legítimas de saúde, após críticas nas redes sociais.

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Um decreto de 8 de fevereiro do cardeal Giuseppe Bertello, governador da Cidade do Vaticano, disse que obter a vacina era “a escolha responsável” devido ao risco de prejudicar outras pessoas.

A Cidade do Vaticano, o menor estado do mundo, tem vários milhares de funcionários, a maioria dos quais vive na Itália.

Seu programa de vacinação começou no mês passado e o Papa Francisco, de 84 anos, foi um dos primeiros a receber a vacina.

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O decreto dizia que aqueles que não puderam ser vacinados por motivos de saúde podem receber outro cargo, presumivelmente em que teriam contato com menos pessoas, mas receberiam o mesmo salário mesmo que o novo cargo fosse um rebaixamento.

Mas o decreto dizia que aqueles que se recusassem a ser vacinados sem motivo suficiente estariam sujeitos a uma disposição específica em uma lei de 2011 sobre direitos e deveres do trabalhador.

O artigo da lei de 2011 diz que os funcionários que recusarem “medidas preventivas” podem estar sujeitos a “vários graus de consequências que podem levar à demissão”.

Depois de notícias sobre o decreto, muitos italianos recorreram ao Twitter para criticá-lo, alguns dizendo que o decreto era contrário ao pedido geral de misericórdia do Papa Francisco.

Na noite de 18 de fevereiro, o gabinete do Cardeal Bertello emitiu um comunicado dizendo que seriam encontradas “soluções alternativas” para aqueles que não desejam tomar a vacina.

O gabinete afirmou que a referência ao artigo da lei de 2011 que mencionava especificamente a possibilidade de demissão não deve ser vista como “sancionatória ou punitiva” e que a “liberdade de escolha individual” seria respeitada.

O Papa Francisco é um grande defensor das vacinas contra o vírus chinês e o Vaticano tornou a vacinação obrigatória para os jornalistas que acompanham o papa em sua viagem ao Iraque no próximo mês.

Houve menos de 30 casos de covid-19 na Cidade do Vaticano, a maioria deles entre a Guarda Suíça, que vive em um quartel comunitário.

O cardeal Bertello, que assinou o decreto, testou positivo para o vírus chin6es em dezembro e se isolou.

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