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Coreia do Norte

Trump é o primeiro presidente dos EUA a pisar em solo norte-coreano

Thaís Garcia

Publicado

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Brendan Smialowski / AFP

Neste domingo (30), após a cúpula do G20 em Osaka, o presidente dos EUA, Donald Trump, viajou à zona de fronteira entre as Coreias e um acontecimento marcou a história. Acompanhado do ditador Kim Jong-un, Trump cruzou a fronteira para a Coreia do Norte, tornando-se o primeiro presidente dos EUA a pisar em solo norte-coreano.

Ambos os líderes se reuniram na Casa da Liberdade, no lado sul-coreano, na Zona Desmilitarizada Coreana (DMZ) e conversaram por mais de 45 minutos. Este foi o terceiro encontro entre os dois líderes em pouco mais de um ano. Anteriormente, se encontraram em Cingapura e em Hanói, no Vietnã.

“A reunião foi muito boa, muito forte. Vamos ver o que poderá acontecer”, disse Trump à imprensa, após conversar com o ditador. O presidente norte-americano ainda disse que as duas partes estabeleceriam equipes para liberar conversas paralisadas, sobre o programa nuclear da Coreia do Norte.

“Passar por essa linha foi uma grande honra”, disse Trump.

“É um ato muito corajoso e determinado”, respondeu o ditador Kim Jong-un, através de um tradutor.

Trump afirmou à imprensa que os dois países voltarão a falar sobre a desnuclearização da Coreia do Norte. O presidente sul-coreano Moon também estava presente e saiu com os dois após a conversa. Os três voltaram para a fronteira e se despediram.

Desnuclearização
Os EUA e a Coreia do Norte estão negociando o Programa Central do regime socialista de Pyongyang. Trump exige que Kim desmantele completamente as armas nucleares e os mísseis balísticos que podem ser equipados com uma ogiva.

Casa Branca e Pyongyang
Durante o encontro, Trump elogiou os laços com Kim e o convidou para uma visita à Casa Branca.

Até o presente momento, nenhum líder norte-coreano visitou os EUA. Se Kim aceitar o convite de Trump, será um grande passo diplomático para a Coreia do Norte. Kim também afirmou que consideraria uma grande honra, se Trump visitasse sua cidade capital, Pyongyang.

Diplomacia das Redes Sociais
O convite para entrar na Coreia do Norte foi uma surpresa para todos e aconteceu graças às redes sociais.

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“Depois de algumas reuniões importantes no Japão, estou indo para a Coreia do Sul. Se eu estiver lá e se o líder Kim, da Coreia do Norte ler isso, eu poderia encontrá-lo na fronteira. Apertar as mãos e dizer olá?”, disse Trump em um tweet, no final da cúpula do G-20, em Osaka.

A “diplomacia do Twitter” deu frutos. Kim reagiu positivamente ao tweet de Trump e aceitou o convite para o encontro na Zona Desmilitarizada entre as Coreias. E durante o encontro, Trump também aceitou o convite espontâneo de Kim, para dar um passo histórico e cruzar a fronteira fortemente vigiada, pisando em solo norte-coreano.

“Este é um dia importante para o mundo. É uma grande honra. Muito progresso foi feito. Esta é uma amizade muito boa “, disse Trump à imprensa.

“Acredito que isso seja uma expressão de nossa disposição em dizer adeus a um passado infeliz e começar um novo futuro”, disse Kim Jong-un. De acordo com o ditador norte-coreano, o encontro é um símbolo de seu “relacionamento extremamente bom” com Trump.

Avanços
A questão é se o evento na Zona Desmilitarizada levará a um avanço.

Em Hanói, a segunda reunião não foi bem-sucedida porque houve um grande desacordo sobre as sanções internacionais contra a Coreia do Norte, emitidas em resposta ao seu programa de armas nucleares. Kim queria antecipar a eliminação de sansões internacionais. Porém, Trump exigiu primeiramente que compromissos firmes fossem estabelecidos. Desde então, os dois líderes só trocaram cartas. A última de Trump foi enviada no início deste mês.

Entretanto, isso não impediu Kim de novamente realizar testes em torno de seu programa de armas nucleares. Testes que o conselheiro de segurança nacional de Trump, John Bolton, chamou de “violação séria das provisões internacionais”.

Apesar da visita relâmpago de Trump à Coreia do Norte, um acordo de desnuclearização ainda parece distante.

 


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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