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Trump ataca Turquia com imposição de tarifas; e tropas sírias prometem libertar curdos da tirania de Erdogan

Thaís Garcia

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Trump ataca Turquia com imposição de tarifas; e tropas sírias prometem libertar curdos da tirania de Erdogan 19
Imagem: AFP

Enquanto as tropas sírias se movimentam para livrar os curdos das mãos tiranas de Erdogan no nordeste da Síria, o presidente americano, Donald Trump, e os membros do Congresso dos EUA atacam a Turquia como o prometido: impondo sansões comerciais.

Na semana passada, Donald Trump pediu à Turquia para se conter e não permitir que a situação piorasse. E caso Erdogan não desse ouvidos às palavras de Trump, o presidente dos EUA ameaçou “aniquilar” a economia turca, se eles usassem a violência contra os curdos na Síria. E o ditador turco não deu ouvidos.

“Não importa o que os outros países digam, não vamos parar”, respondeu Erdogan às “ameaças” de Trump.

Conflito
A invasão turca aconteceu apenas uma semana depois que Trump anunciou a remoção das tropas americanas da área. O tirano Erdogan viu a saída das tropas como um “sinal verde” para o lançamento de uma ofensiva militar à Síria, destinada a destruir as milícias curdas que ele chama de “terroristas”.

Nesta segunda-feira (14), um comboio militar turco foi visto atravessando o nordeste da Síria, perto de Tal Abyiad. Ao mesmo tempo, tropas sírias avançaram em direção à cidade fronteiriça de Manbij, prontas para a batalha com a Turquia.

Em Manbij, soldados sírios prometeram libertar os curdos e outros residentes de ‘Erdogan, o tirano’. Dezenas de milhares de residentes no norte da Síria já foram deslocados, após a invasão da Turquia. O número de pessoas que fogem do norte e nordeste da Síria aumentou para 130 mil, segundo as Nações Unidas. É possível que outras 400 mil pessoas tenham que deixar suas casas em um futuro próximo.

Sanções
Nos EUA, ações duras foram tomadas contra a Turquia na esperança de evitar uma crise pior. O presidente Trump anunciou que, em breve, assinará uma ordem executiva impondo sanções econômicas, cancelando um acordo comercial de US $ 100 bilhões e aumentando as tarifas de importação do aço turco.

Nesta semana, o vice-presidente americano, Mike Pence, está sendo enviado para liderar uma delegação americana na Turquia.

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“As sanções anunciadas hoje continuarão e piorarão, a menos que a Turquia considere um cessar-fogo imediato, interrompa a violência e aceite negociar um acordo de longo prazo”, insistiu Pence.

Tropas americanas
Um pequeno número de tropas americanas foi visto ainda no nordeste da Síria, ao longo da estrada de Kobani a Manbij. O presidente Trump disse que as tropas dos EUA que deixarem a Síria serão enviadas ao Iraque, se necessário, para combater o EI.

O presidente americano e os membros do Congresso pediram à Turquia que inicie um cessar-fogo imediato e mantenha conversações com membros das Forças Democráticas Sírias (SDF), dominadas pelos curdos.

Armas nucleares na Turquia
Enquanto isso, 50 armas nucleares táticas americanas ainda estão sendo armazenadas na Turquia, na Base da Força Aérea de Incirlik. Funcionários do Departamento de Estado e Energia dos EUA estão silenciosamente considerando planos de evacuá-los. No momento, essas armas nucleares estão como “reféns” do tirano Erdogan.

Em comunicado divulgado na terça-feira (15), o senador republicano James Lankford, membro do Subcomitê de Operações Estatais e Estrangeiras do Comitê de Apropriações do Senado e o Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado, disse que os líderes da Turquia são responsáveis pelos danos à sua economia.

“Por 2 anos, a Turquia manteve preso, injustamente, o pastor americano Andrew Brunson, e o governo Trump, a meu pedido, respondeu com sanções. Quando a Turquia tentou comprar equipamentos militares da Rússia e dos EUA, pressionamos para interromper a transferência da tecnologia F-35 dos EUA para a Turquia. Agora, enquanto a Turquia continua a dar as costas à região, é certo que os EUA respondam com as consequências apropriadas, quando aliados estrangeiros fizerem avanços militares mal aconselhados, em vez de promover a paz na região”, dizia o comunicado.

“A Turquia moveu-se agressivamente para a Síria, causando vítimas civis, refugiados adicionais e causou a libertação de vários prisioneiros do EI. O dano causado pelas sanções dos EUA na economia turca é claramente de responsabilidade da liderança turca, que atacou os curdos e piorou ainda mais a situação na Síria”, concluiu o comunicado.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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