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Manifestantes russos contra Putin não se intimidam apesar da repressão do Estado

Thaís Garcia

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Dezenas de milhares foram novamente às ruas no domingo (31) em toda a Rússia para exigir a libertação do líder da oposição, Alexei Navalny.

Tudo indica que o movimento russo contra Putin está consolidado com protestos nacionais que abalaram o Kremlin. Mais de 5.100 pessoas foram detidas nos últimos dias, segundo a polícia.

Enquanto isso, os esforços do aparato repressivo de Putin para conter a onda de manifestações não tiveram sucesso. Dezenas de milhares se mobilizaram no último fim de semana no que constitui a maior e mais generalizada demonstração de descontentamento em anos.

As ameaças de prisão e os rígidos cordões policiais não desanimaram os manifestantes. O movimento russo contra Putin foi sentido em cidades dos 11 fusos horários da Rússia neste último domingo.

AP Photo/Alexander Zemlianichenko

A equipe de Navalny rapidamente convocou outro protesto em Moscou para esta terça-feira (2), quando ele enfrentará uma audiência que pode mandá-lo para a prisão por anos.

Navalny, de 44 anos, é o crítico mais conhecido de Putin. Ele foi preso em 17 de janeiro ao retornar da Alemanha, onde passou cinco meses se recuperando de um envenenamento por agente nervoso que atribui ao Kremlin.

Navalny foi preso ao retornar ao seu país, acusado de “violar suas condições de liberdade condicional”. O Estado russo o acusa de não comparecer às reuniões com as autoridades policiais quando estava se recuperando na Alemanha.

Medidas contra as manifestações

Em Moscou, as autoridades introduziram medidas de segurança sem precedentes no centro da cidade. Eles fecharam estações de metrô perto do Kremlin, cortaram o tráfego de ônibus e ordenaram que restaurantes e lojas permanecessem fechados.

A equipe de Navalny inicialmente convocou o protesto de domingo na praça Lubyanka, em Moscou. Esse local abriga o Serviço de Segurança Federal, que Navalny afirma ter sido o responsável por seu envenenamento.

Diante dos cordões policiais ao redor da praça, o protesto se deslocou para outras praças e ruas centrais.

A polícia prendeu pessoas aleatoriamente, levando-as em ônibus de detenção. A Anistia Internacional disse que as autoridades de Moscou prenderam tantas pessoas que os centros de detenção da cidade ficaram sem espaço.

“O Kremlin está travando uma guerra contra os direitos humanos do povo na Rússia, sufocando os apelos dos manifestantes por liberdade e mudança”, disse Natalia Zviagina, chefe do escritório do grupo em Moscou, em um comunicado.

Com informações, AP.

Cristã e Correspondente Internacional na Europa.