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Corpo esfaqueado de cientista russo, que desenvolvia vacina contra covid-19, é encontrado após ‘queda’ do 14º andar

Thaís Garcia

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Imagem: Reprodução

O corpo esfaqueado de um biólogo russo e proeminente cientista, conhecido por ser um dos pesquisadores com mais estudos sobre o câncer, foi encontrado neste domingo (20), depois de sofrer uma ‘queda’ do 14º andar. Alexander “Sasha” Kagansky estava trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19.

A misteriosa morte do cientista de 45 anos chocou a Rússia. Seu corpo foi encontrado por um vizinho em frente  a um prédio, na rua Zamshib, em São Petersburgo.

De acordo com os investigadores, as causas da morte de Kagansky ainda não são claras. O que eles acreditam é que primeiramente houve um confronto físico, por causa das facadas encontradas no corpo do cientista, e depois veio sua ‘queda’ da janela do edifício.

Segundo a mídia russa Mash, um suspeito foi detido, um ex-colega de classe de Kagansky e gerente de mídia, Igor Ivanov. O homem nega ter participado do crime e afirma que o cientista se suicidou.

Sasha Kagansky

O biólogo russo era uma eminência mundialmente famosa no campo da genética, biologia molecular e pesquisa do câncer e estava atualmente trabalhando em uma nova vacina contra a covid-19. Os resultados de seu trabalho foram publicados nas principais revistas científicas mundiais.

O cientista foi um dos iniciadores da epigenética sintética, um novo ramo da ciência biomédica.

Kagansky tinha um Ph.D. em Biologia Molecular do US National Institutes of Health e trabalhou em laboratórios em São Petersburgo, Washington e Edimburgo.

Ele estava atuando como diretor do Centro de Medicina Genômica e Regenerativa da Universidade Federal do Extremo Oriente Russo em Vladivostok. Lá, ele continuou sua colaboração com o Instituto de Genética e Medicina Molecular da Universidade de Edimburgo, centro onde trabalhou por 13 anos.

Kagansky também havia recebido recentemente uma bolsa para estudar novas maneiras de diagnosticar e tratar tumores cerebrais malignos em uma universidade russa.

De acordo com a mídia Nevskie Novosti, nos últimos meses Kagansky também colaborou em Edimburgo no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus chinês.

Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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