Redes Sociais

Reino Unido

Candidata socialista britânica cantou música antissemita que pede a “destruição de Israel”

Thaís Garcia

Publicado

em

Candidata socialista britânica cantou música antissemita que pede a “destruição de Israel” 21
Imagem: Tim Dwelly/Twitter

A candidata Alana Bates, do partido socialista ‘Labour Party’ (Partido dos Trabalhadores) da cidade britânica do condado de Cornualha, St Ives, foi acusada de antissemitismo por sua banda cantar música que pede a destruição de Israel, informou o Jewish News.

Além de candidata nas eleições do próximo mês no Reino Unido, Alana Bates é baixista da banda de rock ‘The Tribunes’, uma banda de rock alternativo político-radical, formada em 2015.

A música, carregada no Spotify em 2018, é intitulada ‘From the River to the Sea’(Do Rio ao Mar), uma frase controversa frequentemente usada em manifestações anti-Israelenses para pedir a destruição de Israel.

Um trecho do texto diz:
“Sem justiça, não há paz / tropas do Oriente Médio / sem justiça, não há paz / vem do Oriente Médio. A justiça não precisa esperar / Israel é um Estado de apartheid / A justiça não precisa esperar / Israel é um Estado racista.”

A música também pede aos ouvintes que apoiem o movimento antissemita ‘Boicote, Desinvestimento, Sanções’ (BDS) e diz “limpeza étnica e o resto, apoiem o BDS”.

A música da banda de Alana é um apelo ao genocídio. Para a maioria dos palestinos, “ocupação israelense” significa Tel Aviv, Ber Sheva e Haifa, e para seus líderes, a Palestina deve ser construída “do rio ao mar”. Ou seja, deve substituir Israel, do rio Jordão ao mar Mediterrâneo.

O conselheiro independente do condado de Cornualha, Tim Dwelly, disse que a música era “racismo nojento” e pedia a expulsão imediata de Alana Bates do partido socialista britânico ‘Labour Party’.

“A candidata do Labour em St Ives, Alana Bates, quer que Israel seja abolido. Sua banda canta que a Palestina deveria ser “um Estado”. Israel deveria estar “fora do Oriente Médio” e é um “Estado racista”. Racismo repulsivo. Ela deve ser expulsa imediatamente pelo Labour Party”, disse Tim Dwelly, ex-membro do partido de Alana no Twitter.

“Os trabalhistas não podem ter candidatos que cantam hinos do Hamas? Ou talvez ninguém se importe mais?”, acrescentou Dwelly.

Alana Bates disse ao Jewish News que a música havia sido removida das plataformas on-line, a conselho do Partido Trabalhista. A candidata negou as alegações de antissemitismo e insistiu que a música escrita pela cantora e guitarrista da banda, Kate Shilson, não pede a destruição de Israel.

“As alegações são de que diz que queremos Israel do Oriente Médio, mas na verdade significa ‘tropas no Oriente Médio’. Esse é um slogan antiguerra, referindo-se às tropas britânicas e americanas no Iraque e Afeganistão e no Oriente Médio em geral”, justificou Bates.

“Eu realmente não escrevi a música e foi escrita há alguns anos, e não é uma política trabalhista e agora estou no Partido Trabalhista e apoio a política do ‘Labour’ para uma solução de dois Estados para o conflito, para garantir que israelenses e palestinos possam viver juntos pacificamente”, acrescentou Bates.

Ajude-nos a mantermos um jornalismo LIVRE, sem amarras e sem dinheiro público. APOIAR »

Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais. Lutando pelos verdadeiros direitos humanos e pela Igreja Perseguida.

Parceiros

Publicidade

alan correa criação de sites