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Primeira vacina contra o Ebola é aprovada

Thaís Garcia

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Primeira vacina contra o Ebola é aprovada 21
Imagem: Junior Kannah/AFP/Getty Images

A primeira vacina do mundo contra o Ebola foi finalmente aprovada; uma medida que abre as portas para seu uso em países com alto risco de doenças infecciosas, informou o ABC News.

Apenas 48 horas após a Comissão Europeia conceder autorização de comercialização para a vacina, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou terça-feira (12) que também havia pré-qualificado a vacina, o que significa que ela atende aos padrões de qualidade, segurança e eficácia da OMS.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, chamou a aprovação de “um passo histórico” para garantir que as pessoas que mais precisam da vacina tenham acesso a ela.

“Há cinco anos, não tínhamos vacina nem terapêutica para o Ebola. Com uma vacina pré-qualificada e terapêutica experimental, o Ebola agora é evitável e tratável”, afirmou Ghebreyesus em comunicado.

O ebola, que é transmitido pelo contato sanguíneo ou outros fluidos corporais de uma pessoa infectada, é raro, mas frequentemente fatal. As taxas de mortalidade entre aqueles que contraem o Ebola variam de 25% a 90%, segundo a Organização Mundial da Saúde.

A vacina, conhecida como Ervebo, fabricada pela farmacêutica norte-americana Merck, está atualmente sendo usada com capacidade de “uso compassivo” no leste da República Democrática do Congo (RDC), local de um surto de Ebola em andamento. Esse surto é o segundo maior e mais mortal surto de Ebola registrado.

Desde agosto de 2018, mais de 3.000 pessoas na RDC testaram positivo para o vírus Ebola, de acordo com autoridades de saúde congolesas. Mais de 2.000 pessoas morreram da doença durante esse período. No último ano, mais de 250.000 foram vacinadas contra o Ebola na RDC, usando a vacina Merck.

Espera-se que uma segunda vacina experimental, produzida pela Johnson & Johnson, que requer duas doses, seja implantada na cidade de Goma, com 2 milhões de habitantes, em breve, segundo autoridades de saúde congolesas.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais. Lutando pelos verdadeiros direitos humanos e pela Igreja Perseguida.

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