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Pais recusam quimioterapia para filho com câncer e perdem a guarda nos EUA

Thaís Garcia

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Pais recusam quimioterapia para filho com câncer e perdem a guarda nos EUA 21
Imagem: HCSO/Facebook

Um casal de americanos perdeu a guarda do filho de 4 anos. O menino, Noah, tem leucemia e foi confiado à avó, depois que seus pais recusaram o tratamento de quimioterapia para o filho. Em vez disso, eles o “trataram” com ervas, maconha e oxigênio extra, informou jornal o The Sun.

Um juiz da Flórida decidiu que os pais de Noah não recuperarão a guarda do filho. Há meses, uma dura batalha legal foi travada para que a criança fosse tratada com a quimioterapia. Os pais, Taylor Bland e Joshua McAdams, queriam curar seu filho apenas com “tratamentos alternativos” e se recusavam a levar Noah às consultas médicas para a quimioterapia. Em abril, a guarda da criança foi retirada dos pais e um juiz decidiu que ele deveria receber quimioterapia.

Os pais do pequeno Noah e sua luta por tratamentos naturais contra o câncer tornaram-se notícias do mundo, quando a mãe e o pai subitamente faltaram a uma sessão de quimioterapia para a criança, em abril, e deixaram o estado onde moravam “em busca de tratamentos homeopáticos alternativos”.

Uma grande busca pela família em vários estados se seguiu. Joshua e Taylor foram encontrados em Kentucky com o filho. A criança foi posteriormente afastada dos pais e desde então, Noah é cuidado por sua avó materna e está sob a supervisão da Proteção da Criança.

Negligência imediata

O juiz decidiu que Noah deve completar toda a série de quimioterapia prescrita por pediatras especializados. Mesmo contrariando a vontade dos pais. Em sua decisão, o juiz afirma que Noah corre um “risco substancial de negligência imediata”. O juiz não acredita que o casal continuará com a quimioterapia. Além disso, há o medo de que eles fujam novamente. Segundo o juiz, sem a intervenção das autoridades, Noah não seria privado da assistência médica necessária.

O juiz também se referiu a um incidente, em que a mãe no hospital retirou um cateter do braço da criança, sem uma permissão médica.

“Manter a criança com os avós é a única maneira de garantir a saúde de Noah”, concluiu o juiz.

Pais
De acordo com o advogado dos pais de Noah, o menino agora está passando por uma experiência médica absolutamente traumática e sem o pai e a mãe.

Os pais são autorizados a visitar o filho e também podem estar presentes nas consultas médicas – embora sob supervisão. Enquanto isso, Noah também receberia óleo de THC e CBD, em combinação com o tratamento de quimioterapia imposto por cerca de um mês.

Os pais devem passar por avaliações psicológicas para recuperar a custódia. Eles têm 30 dias para recorrer da decisão do tribunal.

Leucemia linfoblástica aguda (LLA)
Em abril, Noah foi diagnosticado com leucemia linfoblástica aguda (LLA), quando tinha três anos de idade.

Em 2015, a LLA afetava cerca de 876 mil pessoas em todo o mundo e foi a causa de 111 mil mortes. A doença é mais comum em crianças, sobretudo entre os 2 e 5 anos de idade. Nos EUA, é a causa mais comum de câncer e morte por câncer entre crianças.

A LLA foi o primeiro câncer disseminado a conseguir ser curado. A taxa de sobrevivência entre crianças aumentou de menos de 10% na década de 1960 para mais de 90% em 2015. No entanto, a taxa de sobrevivência é menor em bebés (50%) e em adultos (35%).

Segundo os médicos, a quimioterapia é a única opção para salvar sua vida, outras terapias não podem ajudar o menino. Os pais de Noah pensam diferente. Eles não querem quimioterapia, mas veem a salvação em meios alternativos, como cannabis medicinal, vitaminas, chá de cogumelos, extratos de ervas, água alcalina e uma dieta alimentar.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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