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Nova Zelândia inicia a recompra de armas da população e a grande maioria se recusa a entregar

Thaís Garcia

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Imagem: Reprodução/Flickr

A Nova Zelândia iniciou a recompra de armas da população. No entanto, a grande maioria dos cidadãos recusa-se a cumprir a lei da proibição de armas de fogo na Nova Zelândia. Desde que o governo tentou desarmar cerca de 300.000 proprietários de armas do país, apenas 530 armas foram entregues.

Os 5 milhões de habitantes da Nova Zelândia juntos têm cerca de 1,5 milhão de armas. O país ocupa o 17º lugar do mundo quando se trata de posse de armas.

Para compensar as pessoas que já tinham armas, foram atribuídos US $ 93,5 milhões.

O governo neozelandês também proibiu a maioria das armas automáticas e semiautomáticas no país. Em abril, uma nova lei foi aprovada proibindo a posse destas armas.

Mudanças
Em março, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou a primeira de uma série de medidas para restringir os direitos dos cidadãos da Nova Zelândia de se protegerem com armas de fogo. Essa atitude foi uma resposta direta aos horríveis assassinatos ocorridos no dia 15 de março, durante os ataques a duas mesquitas em Christchurch, que mataram 51 pessoas.

“No dia 15 de março, nossa história mudou para sempre. Agora, nossas leis também. Estamos anunciando hoje ações em nome de todos os neozelandeses, para fortalecer nossas leis sobre armas e tornar nosso país um lugar mais seguro. Estamos proibindo hoje coisas usadas no ataque da última Sexta-feira. É de interesse nacional, trata-se de segurança e interesses coletivos”, disse Ardern em seu discurso na época.

Armas e segurança
No entanto, segundo uma reportagem do NZ Herald, os cidadãos sentem-se mais seguros possuindo suas armas.

Estima-se que cerca de 300.000 pessoas na Nova Zelândia possuam armas semiautomáticas, recentemente proibidas. Calcula-se que esses 300 mil proprietários de armas – transformados em criminosos da noite para o dia pelo governo – possuem cerca de 300 mil armas de fogo.

“Estamos de fato sendo punidos pelos atos de um terrorista estrangeiro, e queremos ter certeza de um justo ressarcimento pelo confisco de nossa propriedade pessoal e privada”, disse Nicole McKee, a Secretária do Conselho de Proprietários de Armas de Fogo Licenciadas, ao NZ Herald.

De acordo com o site The Free Thought Project, é provável que essas pessoas não queiram ser desarmadas, pois essa é sua única defesa contra esses terroristas. As pessoas certamente não querem ter suas armas confiscadas sem uma compensação. No entanto, não há quantia em dinheiro que possa compensar alguém para ficar indefeso.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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