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“Navio de cruzeiro é o paraíso para pessoas com planos de assassinato”

Thaís Garcia

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"Navio de cruzeiro é o paraíso para pessoas com planos de assassinato" 21
Imagem: Colagem

Uma em cada três mortes de pessoas em um cruzeiro é assassinato. É o que disse o professor canadense de Estudos Marítimos, Ross Klein, ao jornal alemão Bild. Em todo o mundo são registradas 24 vezes “homem ao mar” por ano. Quase nunca a vítima é encontrada.

Em parte, trata-se de suicídios, mas acidentes devido ao consumo excessivo de álcool também são comuns.

No entanto, de acordo com Klein, um navio de cruzeiro é um lugar quase ideal para cometer um assassinato. Não há polícia, portanto, uma investigação completa não é feita imediatamente. Isso dá ao agressor uma vantagem inicial.

O advogado alemão Alexander Stevens (38) até chama os cruzeiros de “o paraíso para pessoas com planos de assassinato”.

“Alguém que é jogado ao mar ou moído pela hélice, ou é levado rapidamente pela correnteza ou se torna isca para o peixe, isso dificulta a obtenção de provas. Geralmente, também não há imagem de vídeo porque muitas vezes faltam câmeras de vigilância”, disse Stevens ao Bild.

Os familiares das vítimas também costumam brigar com a empresa de navegação por anos para obter esclarecimentos sobre a morte ou o desaparecimento de seus entes queridos. Existe até uma associação de vítimas de cruzeiros. Eles pedem para que haja agentes a bordo de grandes navios. A associação disse que muitos dos casos são tratados como “suicídio”.

Segundo o Bild, em alguns destes casos, uma compensação é paga aos parentes dos sobreviventes, mas quase nunca um caso é levado ao tribunal.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais. Lutando pelos verdadeiros direitos humanos e pela Igreja Perseguida.

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