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“Não seja como Obama. Seja como Reagan”, diz senador americano Graham sobre Trump intervir em invasão turca na Síria

Thaís Garcia

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“Não seja como Obama. Seja como Reagan”, diz senador americano Graham sobre Trump intervir em invasão turca na Síria 19
Imagem: Getty Images

O senador republicano, Lindsey Graham, vem pedindo sanções econômicas sobre a Turquia, do mesmo nível das impostas ao Irã, para punir a invasão turca, após a decisão do presidente Trump de retirar tropas americanas do nordeste da Síria.

O ditador da Turquia, Erdogan, lançou um ataque em grande escala com projéteis de artilharia, ataques aéreos e um ataque terrestre, declarando guerra aos aliados curdos dos EUA na Síria. Os ataques deslocaram até 160.000 famílias sírias e curdas, matando um número desconhecido de civis, muitos deles crianças.

Nesta quarta-feira (16), o senador Graham participou de um programa de TV americano, chamado ‘Clube 700’, e pediu ao presidente americano, Donald Trump, para pôr um fim a esta crise em desenvolvimento.

“Desejo que o presidente Trump mude isso. Farei tudo o que puder para ajudá-lo, mas também me tornarei o pior pesadelo do presidente. Não vou me assentar no canto e ficar assistindo a um bom aliado, os curdos, serem massacrados pela Turquia e observar o Irã se mover para a Síria e se tornar outro pesadelo para Israel. Este é um momento decisivo para o presidente Trump. Ele precisa melhorar seu jogo”, disse Graham.

O presidente Donald Trump está ouvindo os conselhos dos conservadores. Hoje (16), o presidente anunciou sanções contra a Turquia e enviou o vice-presidente, Mike Pence e o secretário de Estado, Mike Pompeo, à região para se reunir com o regime turco e buscar um cessar-fogo.

Nesta manhã de quarta-feira (16), Erdogan anunciou que não iria se encontrar com Pence, mas em seguida, um porta-voz do ditador retirou sua declaração.

Desestabilização da região
Durante o programa Clube 700, o senador Graham explicou o porquê dele estar tão chateado com o que está acontecendo na Síria.

“Para os telespectadores, se vocês não estão orando pelos curdos, vocês deveriam ter vergonha de si mesmos. Foram os curdos que trabalharam com as forças armadas americanas para destruir o Estado Islâmico. Se abandonarmos os curdos, seremos desonrosos. Será um desastre. Então, Erdogan invadiu … A Síria criou um vácuo para o retorno do EI, os curdos não podem combater a Turquia e controlar os 10.000 prisioneiros do EI”, disse Graham.

Graham também disse que a crise humanitária para os curdos é iminente, e o cerne da questão é o possível ressurgimento do Estado Islâmico, como resultado da desestabilização que a Turquia, a Rússia e o Irã estão trazendo para a região.

“A jogada agora é parar o massacre. Se eles se moverem para Kobani, se a Turquia se mover para Kobani, teremos uma atrocidade pior que o EI. E qual é a importância disso para o americano? O EI é um inimigo da humanidade. Eles matariam qualquer um que estivesse ouvindo essa transmissão, porque você é um infiel. Eles não vão se render”, disse Graham.

O senador afirmou que os EUA não se podem dar ao luxo de ignorar o Oriente Médio e apenas esperar pelo melhor.

“Se vocês acham que, como americanos, podemos deixar o Oriente Médio e estaremos seguros, isso é loucura. Quando ouço o presidente Trump dizer: ‘Vamos sair do Oriente Médio, ficaremos bem’, é a política de Elizabeth Warren”, disse Graham.

Irã, Rússia e Israel
“O que aprendemos do Iraque? Se abandonarmos os bons conselhos militares, os islâmicos radicais voltam. Você pode estar cansado de lutar contra o islã radical, mas eles não estão cansados de lutar com você. A única maneira de estar seguro é mantê-los lá, para que eles não venham até aqui. Prefiro ter parceiros do que fazer isso sozinho. Você acha que a Rússia e o Irã vão cuidar dos interesses dos EUA, isso é insano. Então, a razão pela qual eu gosto tanto dos curdos é que eles destruíram o califado islâmico. Mas há 20.000 combatentes do EI, se eles voltarem, eles estarão vindo para cá. A única maneira de estar seguro aqui é ter algumas de nossas tropas em parceria com os curdos lá”, explicou Graham.

“E finalmente, seria tão desonroso para este país abandonar os curdos. Os iranianos estão prontos para se mover para a Síria, para tomar os campos de petróleo e isso minaria tudo o que o presidente Trump fez para conter os iranianos, que são um pesadelo para Israel. Este é um momento decisivo para o presidente Trump, precisamos apoiar os curdos. Precisamos empurrar a Turquia para fora da Síria e ter uma zona segura que mantenha os curdos e a Turquia separados. Precisamos fazer parceria com os curdos no campo de petróleo”, disse Graham.

Como Reagan
Graham disse que é hora de voltar aos dias de força dos EUA, como se os americanos estivessem sob o governo de Reagan, em vez de um governo de Obama.

“Sinto falta de Ronald Reagan, da força americana. Você acha que Erdogan teria feito isso se Reagan estivesse por perto? Você acha que Assad teria feito o que fez com Reagan? Então, essa é a chance de Trump, esta é a chance de Trump meu amigo, de ser como Ronald Reagan”, disse Graham.

“Portanto, não seja como Obama. Seja como Reagan. Levante-se contra Erdogan”, concluiu Graham.

Assista ao vídeo da participação do senador Lindsey Graham no programa Clube 700, da TV CBN.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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