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Ministro Marcos Pontes participa de celebração dos 50 anos da chegada do homem à Lua

Thaís Garcia

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Imagem: Arquivo Marcos Pontes/Twitter

Há 50 anos, o homem pisava na Lua pela primeira vez. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, esteve presente no evento em comemoração a esta data histórica, realizado no Planetário de Brasília.

Além do ministro Marcos Pontes, também participaram do evento o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA, William Popp, o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross e o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley.

“Muito feliz de estar comemorando na homenagem aos 50 anos do homem à Lua com tantas pessoas que acreditam nos mesmos sonhos que eu e, que juntos, esta data possa lembrar que podemos ir cada vez mais longe”, disse Marcos Pontes nas redes sociais.

“Fiquei muito feliz de fazer parte deste momento que relembra que devemos nos dedicar sempre para alcançar nossos sonhos e, mesmo achando impossível, desistir não é opção”, completou o ministro.

Cooperação espacial EUA-Brasil
Em comemoração aos 50 anos da Apollo 11, o ministro Marcos Pontes conversou com Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, sobre a crescente cooperação espacial EUA-Brasil.

“Recebi hoje o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross. Discutimos formas de aumentar a cooperação, o comércio e os investimentos entre nossos países, que estão em enorme sintonia. A aproximação entre Brasil e EUA trará grandes benefícios para nossos povos”, disse o ministro Marcos Pontes.

De acordo com o ministro, espera-se ansiosamente pela colaboração comercial dos USA com o Brasil ao entrar na economia espacial global, um setor em rápido crescimento projetado para atingir US $ 1 trilhão até 2040.

Os 12 Astronautas que pisaram na Lua
Exatamente há meio século, a Apollo 11 foi lançada com os primeiros astronautas do mundo a pisar na Lua, Neil Armstrong e Edwin Aldrin. Depois destes, mais dez realizaram esse grande feito. Relembre quem são estes 12 astronautas.

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Os 12 astronautas que pisaram na Lua, na sequência de cima: Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin (Apollo 11, 1969), Charles “Pete” Conrad, Alan L. Bean (Apollo 12, 1969). No meio: Alan Shepard, Edgar D. Mitchell (Apollo 11, 1971), David SCott, James B. Irwin (Apollo 14, 1971). Abaixo: John Young, Charles Moss Duke Jr. (Apolo 16, 1972), Eugene A. Cernan e Harrison “Jack” Schmitt (Apollo 17, 1972) © AP

1) Neil Armstrong (1930-2012)
Neil Armstrong foi primeiro caminhante da Lua. Desde então, ele tem sido considerado uma lenda. Suas palavras “esse é um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade” entraram para a história mundial.

Ele estudou engenharia aeronáutica com uma bolsa de estudos naval e depois treinou como piloto de caça. Depois de lutar na Guerra da Coreia no início dos anos 1950, ele se juntou ao programa de astronautas da NASA em 1962. Isso aconteceu no mesmo ano em que John F. Kennedy anunciou que os EUA queriam colocar um homem na Lua antes de 1970. Foi a época da Corrida Espacial entre a América e a União Soviética.

Depois de ser lançado ao espaço em 1966, Armstrong foi comandante da primeira missão lunar entre 16 e 24 de julho de 1969. Por fim, ele caminhou na superfície da Lua por duas horas e meia.

Após sua missão histórica, Armstrong foi professor de engenharia aeronáutica na Universidade de Cincinnati por muitos anos. Em 1986, ele serviu na comissão presidencial que investigou o acidente do ônibus espacial Challenger e dos 7 tripulantes.

Em 2012, Armstrong morreu de complicações de uma cirurgia cardíaca. Ele deixou dois filhos e sua segunda esposa, Carol.

2) Edwin “Buzz” Aldrin (1930-)
Na verdade, Edwin “Buzz” Aldrin teria adorado ser a primeira pessoa na Lua, dizem seus antigos colegas da NASA. Em contraste com Armstrong, Aldrin procurou os holofotes. Ele teve, por exemplo, participações especiais em programas populares de TV, The Big Bang Theory e The Simpsons, e também participou de ‘Dancing with the Stars’ com a idade de 80 anos. O boneco astronauta de brinquedo Buzz Lightyear, do clássico de animação da Pixar, Toystory, foi inspirado nele.

Aldrin era um piloto de caça e lutou como Armstrong na guerra da Coreia. Em 1963, ele foi da terceira geração de astronautas da NASA. O apelido Buzz se deve à sua irmã mais nova que transformou o “Brother” (irmão em inglês) em “Buzzer”. Em 1988, ele adicionou Buzz ao seu nome legal.

Existem várias teorias do porquê Aldrin não foi autorizado a ser o primeiro a pisar na Lua. De acordo com documentos da NASA, Armstrong estava mais perto da saída da estreita espaçonave lunar. Além disso, como comandante de missão, Armstrong tinha uma posição mais alta do que Aldrin, que ingressou na NASA um ano depois. Vários astronautas acreditam que a NASA considerava que o ego de Aldrin não poderia suportar o marco de ser o primeiro homem na Lua.

Em sua biografia ‘Return to Earth’ (Retorno à Terra), Aldrin revelou que depois do regresso da Lua, lutou por 11 anos contra depressão e alcoolismo. Ele foi casado, se divorciou três vezes e tem três filhos.

3) Charles “Pete” Conrad Jr. (1930-1999)
Conrad obteve sua licença de piloto em idade tenra e estudou tecnologia de aviação na prestigiada Universidade de Princeton. Depois disso, ele se tornou um piloto naval. Quando ele se juntou a NASA em 1962, ele tinha gasto nada menos que 6.500 horas em aviões de combate.

Em novembro de 1969, ele finalmente pôs os pés na Lua com a Apollo 12. A primeira frase do Conrad com apenas 1,69m de altura foi: “Whoopie! Cara, isso pode ter sido um pequeno [passo] para Neil, pra mim é um grande”.

Em 1973, Conrad liderou a primeira missão tripulada à estação espacial norte-americana Skylab. Depois de seus anos na NASA, ele trabalhou para a fabricante de aviões McDonnell Douglas, onde Conrad se tornou vice-presidente. Em 1999, ele morreu das consequências de um acidente de moto.

4) Alan LaVern Bean (1932-2018)
LaVern Bean estudou tecnologia de aviação e foi piloto de caça a jato na Marinha. Andou um total de sete horas na Lua com o companheiro astronauta Conrad.

5) Alan Shepard (1923-1998)
Alan Shepard foi um dos astronautas mais famosos dos EUA. O piloto da Marinha Shepard foi o primeiro americano no espaço, em 1961. Uma década depois, ele pisou na Lua como um membro da Apollo 14. Isso quase foi impossível devido a problemas que teve de ouvido. Após sua primeira viagem espacial, Shepard foi proibido de voar por anos. Graças a uma cirurgia, ele se recuperou e foi capaz de ir à Lua, onde pôde jogar um “golfe lunar”. Em 1998, ele morreu de leucemia.

6) Edgar Dean Mitchell (1930-2016)
Mitchell, também piloto de caça a jato, iria à Lua com a Apollo 13. No entanto, devido a queixas agudas de dor de ouvido, ele teve que abandonar essa missão. Felizmente, porque a Apollo 13 (“Houston, we’ve got a problem” (Houston, temos um problema!) nunca chegaria à Lua.

O pouso na lua de Mitchell se transformou em uma “experiência espiritual”. Ele então fundou um instituto que estuda fenômenos psíquicos e paranormais. Mais tarde, virou notícia através de afirmações sobre a presença de OVNIs. Voltando um pouco à normalidade: Mitchell iniciou a Associação de Exploradores Espaciais, uma associação oficial de astronautas.

7) David Randolph Scott (1932-)

Mais uma vez um piloto que se tornou um astronauta. Scott aterrissou na Lua no final de julho de 1971, com a Apollo 15 e passou não menos do que três dias lá. Com o veículo lunar especial movido a eletricidade da NASA, Scott dirigiu 28Km pela superfície e passou 17 horas do lado de fora do módulo.

Causou um escândalo depois que se soube que ele e sua tripulação trouxeram 400 envelopes especiais com o objetivo de vendê-los por muito dinheiro. Scott também levou um relógio Bulova consigo sem permissão, que foi leiloado por mais de 1,6 milhões de dólares em 2015. Mais tarde ele foi conselheiro do filme Apollo 13 e comentarista para a BBC durante o primeiro voo espacial em 1981.

8) James Benson Irwin (1930-1991)
James Irwin foi o mais jovem falecido caminhante da Lua. Irwin já era piloto de reserva da Apollo 12 e pousou na Lua com a Apollo 15, em julho de 1971. Irwin ficou famoso pela declaração de fé que fez: “Jesus andando na terra é mais importante do que o homem andando na Lua”. Mais tarde liderou várias expedições ao monte Ararat, na Turquia, em busca da Arca de Noé. Em 1991, ele morreu de um ataque cardíaco.

Irwin tinha graves problemas cardíacos. Um médico da NASA salientou que, apesar da ausência de um hospital, as circunstâncias na Lua eram ideais. Irwin recebia 100% de oxigênio em sua roupa de astronauta e no módulo lunar. Também pela ausência de gravidade, seu coração estava muito menos sobrecarregado do que na Terra.

9) John Watts Young (1930-2018)
John Young foi o nono homem na Lua e o astronauta que permaneceu por mais tempo na NASA. Só em 2004 ele se aposentou, depois de 42 anos. Young também serviu como piloto na Guerra da Coreia e foi o único astronauta a liderar missões em quatro diferentes veículos espaciais. Entre eles, a cápsula Gemini, a Apollo e o ônibus espacial. Este último mesmo, duas vezes, incluindo o primeiro voo, em 1981. Young possui seis doutorados honorários e é membro dos Astronautas da Aviação e do Hall of Fame.

10) Charles Moss Duke Jr (1935-)

Um dos quatro últimos caminhantes da Lua vivos. Charly Duke, piloto de caças, ingressou na NASA em 1966 e pisou na Lua com a Apollo 16, em abril de 1972. Deixou uma foto de sua esposa e seus dois filhos na superfície lunar. Mais cedo, Duke ficou conhecido como o CAPCOM da Apollo 11, o homem que foi responsável pela comunicação com Neil Armstrong e sua equipe em Houston. Em 1978, se converteu a Cristo e até hoje dá palestras regularmente em eventos espaciais.

11) Eugene Andrew Cernan (1934-2017)
Membro da Apollo 17, a última missão lunar da NASA. Como o último homem a andar na Lua, Cernan também foi um piloto naval que registrou milhares de horas de voo para sua carreira de astronauta e pousou mais de 200 vezes em porta-aviões. Em dezembro de 1972, seu pouso na Lua rendeu vários recordes. Ele dirigiu nada menos que 35Km com o veículo lunar e levou 34Kg de pedra da Lua. Mais tarde, entrou no ramo do petróleo e trabalhou por algum tempo para o programa ‘Good Morning America’ do canal de TV americano ABC.

12) Harrison Hagan “Jack” Schmitt (1935-)

Geólogo e primeiro cientista a ir à Lua. Só aprendeu a pilotar um avião após sua seleção pela NASA, em 1965. Seguiu na política e em 1976 conseguiu uma cadeira no Senado, em nome do Novo México.

Nos últimos dez anos, Schmitt emergiu como um cético climático. Em 2017, foi fotografado com o presidente Donald Trump, quando anunciou que os EUA deveriam retornar à Lua até 2024. Schmitt entregou a Trump um astronauta em miniatura. O seu acompanhante de viagem lunar Charly Duke também apoia as novas ambições espaciais do presidente Donald Trump. Schmitt alertou que a China está a ponto de assumir o controle espacial norte-americano.

Volta à Lua
Como foi dito por Jack Schmitt, desta vez será uma corrida espacial entre os EUA e a China. As novas missões à Lua terão um grande interesse científico e político. Além disso, a NASA quer ir a Marte e, estabelecer uma base na Lua seria uma grande ponte para se chegar ao planeta vermelho.

Após a declaração do vice-presidente Mike Pence, de que em 2024 outro americano deve pisar na Lua, o retorno à lua está sob uma pressão extra.

Entretanto, isso parece estar meio distante da realidade. Os profissionais da área espacial acreditam que seria possível colocar um módulo espacial em órbita ao redor da Lua em 2024 e que talvez em 2028 possa ser considerável pôr os pés nela novamente.

Se o presidente Donald Trump for reeleito, há uma grande possibilidade de uma viagem à Lua dar certo. Pois, com a eleição de um outro presidente ficaria difícil fazer um planejamento de longo prazo e aprovar uma verba para este investimento.

Há 50 anos, o orçamento da NASA era sem precedentes, 4% do PIB dos EUA. Agora isso é 0,4%, pouco para os objetivos almejados por Donald Trump. O presidente também quer se apoiar fortemente em viagens espaciais comerciais. Por exemplo, na SpaceX, que possui lançadores que podem levar os astronautas ao espaço.

Em 2024, seria o último ano de um segundo mandato de Trump e um americano na Lua poderia ser a “cereja do bolo” em sua despedida como presidente.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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