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Menina de 5 anos é estuprada em embaixada americana na Índia

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Reprodução

Um homem indiano de 25 anos é acusado de ter estuprado uma menina de 5 anos de idade na embaixada americana em Nova Déli, na Índia. Ele foi preso no domingo (2).

O amplo complexo diplomático americano é um dos mais seguros de Nova Déli, com várias câmeras de segurança.

Um porta-voz da embaixada americana reagiu chocado e disse que medidas imediatas foram tomadas.

“Cooperamos com as autoridades indianas e apoiamos a criança e sua família”, disse o porta-voz.

De acordo com a polícia, a menina estava brincando nas dependências da embaixada, quando foi persuadida pelo pedófilo. Seus pais não estavam em casa naquele momento. Eles moram no terreno da embaixada, porque o pai trabalha no local. O estuprador também mora na propriedade da embaixada porque seu pai trabalha lá.

A polícia acredita que as famílias do agressor e da garota se conhecem bem, segundo o Hindu Times.

“O acusado foi preso no domingo, imediatamente após os pais denunciarem o ataque sexual”, disse o oficial de investigação, Yogesh Kumar, à AFP.

Kumar disse que exames médicos preliminares confirmaram que a garota foi estuprada. O homem foi acusado de acordo com as leis de estupro infantil. Se o agressor for condenado, poderá receber a pena de morte.

Abuso sexual e pedofilia na Índia

O abuso sexual contra mulheres é um grande problema na Índia.

Números oficiais do governo mostram que cerca de 34.000 estupros foram registrados em 2018. São mais de 90 violações por dia. Uma em cada quatro vítimas é uma criança.

Em 2017, mais de 32.000 estupros foram registrados.

De acordo com organizações de direitos humanos que monitoram casos de violência na Índia, os números são a ponta do iceberg, pois muitos casos não são denunciados ou registrados.

Um dos casos mais violentos foi o estupro de uma estudante de 23 anos, em 2012. Ela foi atacada por 6 homens em um ônibus em Nova Déli. A estudante foi agredida, estuprada e jogada para fora do ônibus. Mais tarde, ela morreu das consequências de seus ferimentos.

O caso causou muita revolta na Índia. Apesar dos abusadores terem sido condenados à morte, devido a um pedido de perdão, a execução foi adiada indefinidamente.

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