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Itália

Itália nega autorização de uso de mosteiro à escola conservadora de ex-estrategista de Trump, Steve Bannon

Thaís Garcia

Publicado

em

Steve Bannon. Reprodução/ Internet.

A Itália pôs fim aos planos do ex-estrategista de Trump, Steve Bannon, de iniciar uma academia para direitistas em um antigo mosteiro no país. O Ministério da Cultura iniciou um procedimento para retirar a concessão devido à uma quebra de contrato.

De acordo com o jornal La Repubblica, uma garantia bancária foi forjada. Sem essa garantia, a concessão nunca teria sido concedida. Steve Bannon negou a acusação e disse que a notícia foi fabricada pela esquerda.

Em nota, o Ministério afirmou:

“O procurador do Estado identificou a existência de todas as condições para proceder ao cancelamento em legítima defesa, nos termos do art. 21-nonies da lei 241/1990, bem como a declaração de caducidade da concessionária nos termos do art. 19 do contrato de concessão, em decorrência do descumprimento de diversas obrigações contratuais”.

Em 2016, o Instituto Dignitatis Humanae, comandado por Steve Bannon, havia recebido a concessão do mosteiro. Na época, o Estado italiano abriu alguns monumentos à gestão privada.

O Instituto Dignitatis Humanae ainda não recorreu à decisão do ministério.

Academia para o Ocidente Judeu-Cristão

No ano passado, o Instituto Dignitatis Humanae, um centro de estudos católico conservador de Roma com laços estreitos com Bannon, concordou com o governo italiano, em alugar o monumental mosteiro Cartuxa di Trisulti, localizado em Collepardo, por 100.000 euros por ano. A chamada Academia para o Ocidente Judeu-Cristão deveria abrir no próximo ano.

Bannon utilizaria o monastério para montar uma universidade conservadora e direitista. O ex-estrategista de Trump investiria US$ 1 milhão no projeto, que ofereceria um curso de mestrado que incluía o ensino de filosofia, teologia, história, economia e liderança política.

EU e EUA

A União Europeia e os EUA têm entrado em conflito recentemente. Entre as questões conflitantes estão o comércio, a defesa e a segurança; que antes eram de interesses comuns.

“Não sei se a UE foi formada para colocar a América em desvantagem, mas acho que foi criada para competir com os EUA economicamente”, disse Bannon.

Bannon enfatiza que não é sua intenção promover a desintegração da União Europeia. Mas sim, apoiar movimentos patriotas e conservadores de direita. E esse apoio não é somente nos EUA, mas também na Ásia, Europa e América Latina.


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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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