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Coronavírus

Farmacêutica israelense doa aos EUA 10 milhões de comprimidos de sulfato de hidroxicloroquina para tratamento do vírus chinês

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Teva

Mais de 6 milhões de comprimidos de sulfato de hidroxicloroquina, doados pela empresa israelense Teva Pharmaceutical Industries Ltd., chegaram aos EUA e estão sendo enviados para atacadistas para serem distribuídos aos hospitais americanos, informou o Breitbart News. E mais 4 milhões de comprimidos estão previstos para chegar aos EUA dentro de um mês, como parte restante da doação da Teva.

A droga antimalária foi apontada pelo presidente americano Donald Trump como um possível tratamento para o coronavírus chinês. Alguns médicos nos EUA, Brasil, França e Coreia do Sul, que dizem ter usado sulfato de hidroxicloroquina em conjunto com outros medicamentos, observaram desenvolvimentos positivos em pacientes com o vírus chinês.

Os cientistas dizem que são necessários mais ensaios antes de determinar a possível eficácia do sulfato de hidroxicloroquina no tratamento do coronavírus chinês. Ainda assim, vários médicos já estão prescrevendo o medicamento, pois argumentam que os efeitos colaterais geralmente não são tão fortes e não há tempo para aguardar dados de longo prazo. Vidas precisam ser salvas.

Os hospitais nos EUA estão tentando estocar o medicamento em antecipação a uma inundação de pacientes com coronavírus chinês, e muitas farmácias dizem que estão enfrentando um grande número de solicitações de prescrição de sulfato de hidroxicloroquina.

O estado americano de Nova York iniciou testes clínicos de hidroxicloroquina na terça-feira (24), em combinação com o zitromax e a cloroquina.

A Teva é um dos maiores fabricantes mundiais de hidroxicloroquina.

O porta-voz da empresa disse ao Breibart News que 6 milhões de comprimidos já chegaram aos EUA e estão sendo distribuídos aos hospitais por três atacadistas americanos – ABC, Cardinal e McKesson.

“Estamos comprometidos em ajudar a fornecer o maior número possível de comprimidos, pois a demanda por esse tratamento acelera”, disse Brendan O’Grady, vice-presidente da Teva na América do Norte. “Imediatamente após conhecer o benefício potencial da hidroxicloroquina, a Teva começou a avaliar o fornecimento e a adquirir urgentemente ingredientes adicionais para produzir mais produtos, enquanto organizava tudo o que tínhamos para ser distribuído imediatamente”.

Trump repetidamente elogiou o uso do tratamento com hidroxicloroquina combinado com o antibiótico azitromicina, saudando a combinação em entrevistas coletivas e em uma série de tweets. Alguns médicos promovem a combinação desse coquetel com zinco e um antibiótico.

“[A hidroxicloroquin) deve ser colocada em uso IMEDIATAMENTE. AS PESSOAS ESTÃO MORRENDO, MOVEM-SE RAPIDAMENTE E DEUS ABENÇOE TODOS!”, publicou o presidente americano Donald J. Trump no Twitter, em 21 de março de 2020.

“O que temos a perder? Nós vamos descobrir muito em breve se isso vai funcionar ou não. Eu estou muito confiante”, disse Trump em uma entrevista coletiva no sábado (21), ao falar sobre o possível uso da droga na atual pandemia.

“Sob minha direção, o governo federal está trabalhando para ajudar a obter grandes quantidades de cloroquina. Acreditamos que amanhã, bem cedo, a hidroxicloroquina e o Z-Pak, acho que a combinação parece muito, muito boa, será distribuída”, disse Trump em entrevista coletiva no início desta semana.

Hidroxicloroquina (HCQ)

A publicidade levou a um aumento na demanda por hidroxicloroquina, que já é aprovada pelo FDA como um tratamento para a malária.

A droga tem a capacidade de bloquear alguns processos celulares envolvidos na replicação de vírus, incluindo os coronavírus como um grupo amplo, embora sua eficácia exata no coronavírus chinês ainda esteja sendo estudada.

Além de combiná-lo com o antibiótico azitromicina, alguns médicos estão usando sulfato de hidroxicloroquina em combinação com sulfato de zinco. Acredita-se que o sulfato de hidroxicloroquina sirva como uma ponte para forçar as células abertas, incluindo aquelas suscetíveis ao coronavírus chinês, permitindo que o zinco penetre e ajude a alinhar as paredes celulares em proteção contra o vírus chinês.

Não se acredita que a combinação de tratamento mate o vírus. Em vez disso, esta combinação parece proteger o revestimento celular de uma penetração adicional. Isso pode significar que, se funcionar, o coquetel de drogas provavelmente terá mais sucesso em pacientes que estão nos estágios iniciais da infecção e poderá ser menos eficaz naqueles que já estão em estado crítico.

Segundo a Drugs.com, os efeitos colaterais que podem aparecer no uso da hidroxicloroquina incluem: dor de cabeça, tontura, zumbido nos ouvidos; náusea, vômito, dor de estômago; perda de apetite, perda de peso; mudanças de humor, sentindo-se nervoso ou irritado; erupção cutânea ou comichão; ou perda de cabelo.

Ao defender o sulfato de hidroxicloroquina (HCQ), muitos apontaram para um estudo francês que teve resultados positivos.

Para saber mais sobre esse estudo do médico francês e sobre o uso de HCQ no tratamento da Covid-19, clique neste link da entrevista completa e exclusiva cedida ao Conexão Política, pelo cientista brasileiro na Holanda, Itamar Braga, que explica em detalhes os possíveis tratamentos para ajudar a inibir a mortalidade e disseminação do coronavírus chinês.

Alguns médicos que usaram hidroxicloroquina nos EUA e no Brasil para tratar o coronavírus chinês foram citados como documentando sucessos.

Nova York

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou que o estado obteve 70.000 doses de hidroxicloroquina, 10.000 doses de zitromax e 750.000 doses de cloroquina nos últimos dias para uso experimental.

“Esperamos resultados otimistas”, disse Cuomo durante uma conferência de imprensa na terça-feira sobre os testes. “O presidente e o FDA aceleraram a chegada do medicamento a Nova York, para que os hospitais comecem a usá-lo hoje.”

“Falei com várias autoridades de saúde e há uma boa base para acreditar que elas possam funcionar”, disse Cuomo. “Algumas autoridades de saúde apontam para a África, que tem uma taxa de infecção muito baixa e existe uma teoria de que, porque eles estão tomando esses medicamentos contra a malária na África, pode realmente ser uma das razões pelas quais a taxa de infecção é baixa na África. Não sabemos, mas vamos descobrir e vamos descobrir rapidamente. ”

 

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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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