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Eleições Israel – Contagem informal de 90% dos votos. Blue and White têm ligeira vantagem sobre o Likud

Thaís Garcia

Publicado

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Eleições Israel - Contagem informal de 90% dos votos. Blue and White têm ligeira vantagem sobre o Likud 19
Imagem: Sraya Diamant/Flash 90

De acordo com uma contagem informal de 90% dos votos nas eleições de terça-feira (17) para o 22º Knesset, o Blue and White (Azul e Branco) têm uma ligeira vantagem sobre o Likud. O bloco da direita tem 55 assentos e o de centro-esquerda tem 56. Ambos os números não incluem os 9 do Yisrael Beytenu.

O Blue and White tem 33 assentos, o Likud 31, Lista Conjunta Árabe 12, Shas 9, Yisrael Beytenu 9, Judaísmo Torá Unido 8, Yamina 7, Trabalho-Gesher 6 e a União Democrática tem 5 assentos.

Participação
A participação dos eleitores nas eleições de terça-feira (17) foi 69,4%, 1,5% maior que a participação dos eleitores no final da eleição anterior em abril de 2019.

As pesquisas de opinião publicadas mostraram que o Blue and White era o maior partido do Knesset, seguidos pelo Likud, mas não parece que os dois lados tenham assentos suficientes para formar uma coalizão.

Decisivo
O partido Yisrael Beytenu, de Avigdor Liberman, provavelmente será o fator decisivo para determinar quem chefiará o próximo governo de Israel – Benyamin Netanyahu ou Benny Gantz.

O partido Yisrael Beiteinu é liderado por Avigdor Lieberman, natural da Moldávia e residente em Israel desde 1978. Lieberman foi militante e Diretor-Geral do partido Likud, que abandonou por entender que Benjamin Netanyahu tinha feito demasiadas concessões à Autoridade Palestiniana. Em particular Lieberman opôs-se a planos que previam a divisão da cidade de Hebrom, na Cisjordânia.

O partido deseja estimular a criação de um ambiente socioeconômico favorável aos judeus que desejem realizar a aliá (imigração) para Israel. Defende uma linha dura ao nível das negociações com os palestinianos e os estados árabes. Além disso, advoga uma transferência da população árabe de Israel para a Cisjordânia, como forma de evitar – no futuro – uma maioria árabe no Estado israelita.

O Yisrael Beiteinu defende um sistema presidencialista para Israel.

Benny Gantz e os árabes
O líder centro-esquerda do Blue and White, Benny Gantz, espera “um bom governo de unidade” – mas não menciona a cooperação com o primeiro-ministro Netanyahu.

“Vamos esperar para ver quais serão os verdadeiros resultados. E desejamos à nação de Israel um bom governo de unidade”, disse Benny Gantz.

Na noite de terça-feira (17), Gantz disse aos membros do partido: “A partir de hoje, estamos trabalhando para estabelecer um governo de unidade ampla – que expresse os desejos da maioria das pessoas e da sociedade. Um governo que defina prioridades – como pensamos que deveriam ser! Nos próximos dias e semanas, agiremos com o desejo de trazer a sociedade israelense de volta aos trilhos e cumprir a vontade do povo “.

Gantz não quis se sentar com o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu. No entanto, ele já conversou com o árabe Ayman Odeh, líder do Hadash, partido político judeu-árabe de orientação socialista, que pode ter conseguido 12 assentos, sobre ingressar no próximo governo.

“Ontem à noite recebi um telefonema do presidente do Blue and White, Benny Gantz, e hoje vamos nos sentar e decidir em que direção vamos. Queremos substituir o governo de Netanyahu, mas, ao mesmo tempo, não cederemos a ninguém”, disse Odeh nesta manhã de quarta-feira (18).

Os árabes procuram flexionar a força política no próximo Knesset e poderão apoiar Benny Gantz como primeiro-ministro.

“O partido predominantemente árabe da Lista Conjunta não descarta recomendar Benny Gantz como primeiro-ministro. Mesmo que o partido não se junte a uma coalizão liderada por Gantz”, disse Ahmed Tibi, líder do partido Movimento Árabe pela Mudança (Ta’al), nesta manhã de quarta-feira (18).

“Queremos e não podemos participar do governo ou da coalizão. Mas existem outras maneiras de avançar o que queremos como um ingresso conjunto, influenciar o processo de tomada de decisão e ser um ator significativo no parlamento e na política”, disse Ahamed Tibi.

A Lista Conjunta Árabe sempre se absteve de recomendar candidatos a primeiro-ministro. Isso tudo pode mudar no 22º Knesset.

“A Lista Conjunta tomará uma decisão responsável sobre esse assunto e fará o melhor para o público árabe e fará parte da viabilização da mudança. Até agora, não recomendamos. Pode haver uma situação em que Gantz não se volte para nós e a opção [recomendar] não será relevante. No momento, eles estão falando sobre um governo de unidade nacional.”, explicou Tibi.

“Espero que Blue e White e Gantz se voltem para nós e haverá uma reunião conjunta entre representantes de Blue e White e a Lista Conjunta. Vamos fazer ouvir nossas demandas e decidir entre nós de uma maneira democrática o que fazer”, concluiu Tibi.

A Lista Conjunta, dividida em dois partidos nas eleições de abril, deve aumentar de 10 para 12 assentos.

Resposta de Benjamin Netanyahu
Após as manifestações dos líderes árabes e da possibilidade de Gantz realizar um governo de unidade nacional, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se manifestou no Twitter.

“Israel precisa de um governo forte e sionista. Não haverá, nem deve haver, um governo que confie em partidos árabes antisionistas que neguem a própria existência de Israel como um Estado judeu e democrático”, declarou Netanyahu.

Com informações, Arutz Sheva 7.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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