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Eleições em Israel: “Precisamos fazer de tudo para garantir que o próximo governo seja de direita”

Thaís Garcia

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Imagem: Hillel Meir/ TPS

Nesta terça-feira (17), os israelenses estão indo para as urnas pela segunda vez este ano, para decidir o destino de Netanyahu como primeiro-ministro de Israel. Netanyahu e sua esposa, Sara, votaram nesta manhã, na capital Jerusalém. O primeiro-ministro pediu aos eleitores que apoiem o Likud, pois essas eleições estão ‘muito apertadas’.

Netanyahu pediu aos partidários que comparecessem e pediu aos eleitores da direita que apoiassem o Likud, em vez de “partidos menores que não cruzem o limiar”.

“O presidente Trump disse ontem que as eleições serão apertadas. Posso lhe garantir esta manhã que elas estão muito apertadas”, disse Netanyahu ao votar ao lado de sua esposa.

Antes das eleições, o primeiro-ministro Netanyahu prometeu anexar partes estratégicas da Judéia e da Samaria à Israel. Na segunda-feira (16), ele disse que também anexaria Hebron e Kiryat Arba, casa dos patriarcas bíblicos. Se o fizerem, o Oriente Médio poderá sofrer mudanças dramáticas, e em breve.

Estado secular ou de direita
O ministro dos Transportes, Bezalel Smotrich, também votou junto com sua esposa Revital, na cidade de Kedumim, em Samaria.

“Hoje todo mundo vota! Não corra riscos desnecessários. Vote apenas naqueles que certamente ultrapassarão o limiar eleitoral! Tenha um ótimo dia, e possamos ouvir boas notícias”, disse o ministro.

O ministro da Educação, o rabino Rafi Peretz, votou em Naveh, junto com sua esposa Michal e duas de suas netas.

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O ministro da Educação, o rabino Rafi Peretz e sua esposa Michal e duas netas.

“O dia das eleições é um dia de comemorações, temos o grande mérito de votar no Estado de Israel, que tanto amamos. Hoje, o que está em jogo é uma questão de qual país teremos: um Estado pós-sionista secular, ou um Estado de direita, com uma identidade judaica, com valores, com uma prontidão para aplicar soberania a áreas da Terra de Israel”, disse Peretz.

“Precisamos fazer de tudo para garantir que o próximo governo seja de direita, sionista, e que atue pelo bem do povo judeu, da Terra de Israel e da Torá”, explicou Peretz.

O sistema eleitoral israelense

Israel usa o sistema de representação proporcional. Isso significa que os eleitores israelenses votam não em um representante individual do Parlamento, mas em um partido político. Um partido que recebe, digamos, 15% do voto popular em todo o país, recebe 15% dos assentos no Knesset; um partido que recebe 40% do voto popular em todo o país, recebe 40% dos assentos no Knesset.

Isso significa que os votos não são regionais, mas setoriais: todo o país constitui uma única unidade eleitoral.

Nos primeiros 40 anos do Estado de Israel, o limiar eleitoral foi de 1% do total dos votos. Em 1988, o limite foi aumentado para 1,5%, depois para 2% em 2003 e, finalmente, para 3,25% em 2014, que é o limite atual.

Como nenhum partido na história de Israel recebeu mais de 50% do voto popular, e como a coalizão governista deve numerar mais da metade dos 120 assentos do Knesset (ou seja, 61 assentos ou mais), todos os governos da história de Israel têm sido de aliança. E desta vez não será exceção.

Após a contagem dos votos e o número de assentos que cada partido recebe calculado, o Presidente – atualmente Reuven Rivlin – convida o líder do maior bloco a formar uma coalizão. Após as últimas eleições – há meio ano – o presidente Rivlin convidou o primeiro-ministro em exercício, Benjamin Netanyahu, para formar uma coalizão.

Pela primeira vez na história de Israel, um líder político falhou em construir uma coalizão dentro do prazo estipulado, e o resultado foi uma segunda eleição.

Fatos e estatísticas

O Knesset (Parlamento) tem 120 assentos, modelados após o Knesset ha-Gedolah, o corpo constituinte que governou Israel desde o final do período bíblico, aproximadamente 515 A.C., até a invasão grega em 333 A.C., composto por Profetas (em seus primeiros anos), sábios talmúdicos, estudiosos, escribas e outros líderes.

A lei israelense concede ao governo um mandato por 4 anos; um governo pode convocar eleições antecipadas a qualquer momento, dentro desse período de quatro anos.

As primeiras eleições ocorreram em 25 de janeiro de 1949, 8 meses após a independência do Império Britânico, enquanto a Guerra da Independência ainda estava em andamento.

O Primeiro Knesset incluía 117 judeus e 3 árabes, 108 homens e 12 mulheres. O atual Knesset inclui 12 árabes e 29 mulheres.

O primeiro governo de Israel foi empossado em 8 de março de 1949, seis semanas após as eleições. A primeira coalizão governista consistia em 5 partidos: o Mapai (46 assentos), a Frente Religiosa Unida (16 assentos), o Partido Progressista (5 assentos), o Sefaradim e Comunidades Orientais (4 assentos) e a Lista Democrática Árabe de Nazaré (2 assentos).

Nas eleições de 1949, houve a maior participação eleitoral de todos os tempos: 86,9%. Nas eleições de 2006, houve a menor com 63,5%.

Em 1949, o número de eleitores elegíveis foi de 506.567. Atualmente são 6.339.279.

Em 1949, o número de votos necessários para cada assento era de 3.592. Agora, o número de votos necessários para cada assento é de aproximadamente 36.000 (dependendo de quantas pessoas votam, quantos desses votos são válidos, quantos vão para partidos que não ultrapassam o limite, etc).

O maior partido de todos os tempos no Knesset foi o Ma’arach (Alinhamento Trabalhista), de 1969 a 1974, com 56 cadeiras e 46,2% dos votos populares.

Em 1949, o número de partidos que contestaram as eleições foi de 22, dos quais 12 conquistaram cadeiras no Knesset. Atualmente, o maior número de partidos já contestando uma eleição foi de 40, nas eleições de abril de 2019, há 5 meses, das quais 11 conquistaram cadeiras no Knesset.

Os procedimentos eleitorais em Israel são complicados, devido à infinidade de partidos participantes neles e a confusão que os precede. A definição de democracia é o governo de um Estado escolhido pelos votos de seus cidadãos. Israel continua sendo a única democracia no Oriente Médio e é forte e vibrante. E esta semana, o mundo estará com os olhos voltados para ela.

Com informações, Arutz Sheva 7.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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