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Israel investiga casos de inflamação no coração de pessoas que receberam a vacina da Pfizer contra Covid-19

A maioria dos casos foi relatada entre pessoas de até 30 anos.

Raul Holderf Nascimento

Publicado

em

Viktor Forgacs | UnSplash

O Ministério da Saúde de Israel informou neste domingo (25) que está investigando alguns casos de inflamação cardíaca em pessoas que receberam a vacina da Pfizer contra a covid-19.

Até o momento, não há nenhuma conclusão a respeito, porém as autoridades estão em alerta.

A Pfizer, em nota, disse que não observou incidência maior da doença além do que já poderia ser esperado na população em geral.

O coordenador das ações de resposta à pandemia em Israel, Nachman Ash, disse que um estudo preliminar mostrou ‘dezenas de incidentes’ de miocardite ocorrendo entre mais de 5 milhões de pessoas vacinadas, principalmente após a segunda dose.

De acordo com ele, ainda não está claro se esse valor é alto e se está relacionado à vacina.

“O Ministério da Saúde está atualmente examinando se há um excesso de morbidade (incidência da doença) e se isso pode ser atribuído às vacinas”, disse Ash.

A Pfizer, questionada pela Reuters sobre o assunto, afirmou que segue acompanhando tudo de perto para revisar os dados a respeito de sua vacina.

A empresa disse que “está ciente das observações israelenses sobre miocardite que ocorreram predominantemente em uma população de homens jovens que receberam a vacina da Pfizer-BioNTech contra a covid-19”.

“Os eventos adversos são revisados regular e exaustivamente e não observamos uma incidência maior de miocardite do que seria o esperado na população em geral. Uma relação causal com a vacina não foi estabelecida”, justificou.

Ainda segundo a empresa, “não há evidências neste momento para concluir que a miocardite é um risco associado ao uso da vacina da Pfizer-BioNTech contra a covid-19”.

O diretor da escola de Saúde pública da Universidade Ben Gurion de Israel, Nadav Davidovitch, também se pronunciou sobre e o caso e garantiu que haverá uma investigação rigorosa.

“É uma situação que deve ser investigada e precisamos esperar por um relatório final, mas em uma análise intermediária parece que o risco de adoecer com covid-19 é muito maior do que com os eventos adversos da vacina, e o risco de peri/miocardite após a vacina é baixo e temporário”, completou.

Jornalista, professor e comentarista político. Cobre os bastidores de Brasília no Conexão Política.