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Irã

Presidente iraniano Rohani anuncia descoberta de imenso campo de petróleo

Thaís Garcia

Publicado

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Imagem: Reprodução

O presidente iraniano, Hassan Rohani, informou neste último domingo (10) na televisão estatal iraniana que pesquisadores descobriram um campo de petróleo no sul do país que pode produzir 53 bilhões de barris de petróleo e aumentar em um terço as reservas iranianas.

No domingo (10), Rohani fez seu discurso da cidade de Yazd. Segundo o presidente, o campo de reservatório de 80 metros de profundidade se estende por quase 200 quilômetros da fronteira da província iraniana de Cuzistão, rica em petróleo, com o Iraque, até a cidade de Omidiyeh.

Segundo o ministério iraniano, a descoberta significa que as reservas de petróleo do Irã serão expandidas em um terço, adicionando cerca de 34% às reservas comprovadas atuais dos membros da OPEP, estimadas pela gigante da energia BP em 155,6 bilhões de barris.

Existem mais de 40.000 campos de petróleo em todo o mundo, dos quais os maiores são o campo de Ghawar na Arábia Saudita e o campo de Burgan no Kuwait. Cada um deles contém mais de 60 bilhões de barris. A maioria dos outros campos é muito menor. A Agência Internacional de Energia (AIE) assume uma demanda por petróleo de 100 milhões de barris por dia.

O Irã é um grande produtor de petróleo, o quarto maior produtor mundial. Atualmente, o país diz ter 150 bilhões de barris de reservas.
O país viu suas receitas com petróleo aumentarem, após concluir um acordo nuclear em 2015 com seis potências. Isso pôs fim a três anos de sanções. Em 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump, se retirou desse acordo e impôs sanções ainda mais rigorosas.

Novas sanções
Desde a retirada dos EUA, as tensões aumentaram no Golfo com uma série de ataques misteriosos a navios-tanque e instalações de petróleo sauditas, com Teerã e Washington evitando por pouco um confronto armado.

O Irã sofreu uma forte desaceleração econômica este ano, alimentada em parte pelas sanções dos EUA, com uma moeda em queda e uma inflação disparada.

Em abril deste ano, Washington aumentou ainda mais a pressão sobre o Irã, colocando um fim a certas isenções para o comércio de petróleo. Segundo o FMI, o Irã está enfrentando problemas macroeconômicos muito sérios.

No início deste mês, os Estados Unidos estenderam suas sanções contra o Irã ao setor de construção do país. As novas restrições se aplicam a quatro materiais estratégicos usados nos programas de mísseis nucleares, militares e balísticos do Irã, informou um porta-voz em nome do ministro das Relações Exteriores, Mike Pompeo.

Os americanos afirmam que o setor de construção está sob controle direto ou indireto da Guarda Revolucionária Iraniana – a unidade de elite do exército – que é considerada uma organização terrorista pelos EUA.

Com as novas sanções, os EUA querem impedir o Irã de desenvolver uma arma nuclear.

O FMI disse que a economia do Irã se contrairá em 9,5% neste ano, seu pior desempenho desde 1984, quando a república islâmica estava em guerra com o vizinho Iraque, mas observa que o crescimento deve se estabilizar no próximo ano.

Durante o discurso transmitido na TV estatal, Rouhani disse que a economia do país se estabilizou, apesar das medidas americanas contra seus líderes seniores, setores bancário e financeiro.

Se as novas reservas forem comprovadas, o Irã passará a ser o terceiro maior produtor de petróleo no mundo.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais. Lutando pelos verdadeiros direitos humanos e pela Igreja Perseguida.

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