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Inglaterra anuncia regras mais rígidas para a imigração: “Estamos assumindo o controle de nossas fronteiras novamente”

Thaís Garcia

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Inglaterra anuncia regras mais rígidas para a imigração: "Estamos assumindo o controle de nossas fronteiras novamente" 16
Imagem: Reprodução

O Brexit ainda não entrou oficialmente em vigor, mas a Inglaterra já está anunciando suas novas regras rígidas de imigração que terão valor a partir de 1º de janeiro de 2021. Os imigrantes recém-chegados vão precisar obter 70 pontos, caso contrário a porta permanecerá fechada.

Segundo o Daily Mail, quem quiser entrar no país deve falar bem o inglês, ter uma oferta de emprego, ser qualificado e começar a ganhar pelo menos 25.600 libras (144.816 reais). Isso tornará praticamente impossível para imigrantes com baixa escolaridade ir para a Inglaterra.

Não serão feitas exceções para pessoas de países-membros da União Europeia. Eles deverão seguir as mesas regras para o resto dos candidatos.

70 pontos

Tudo gira em torno de 70 pontos. Ganhar pelo menos 25.600 libras é um dos critérios. Mas se você pontuar em outros pontos, poderá entrar na Inglaterra com um emprego mal remunerado.

Se falar bem o Inglês, você ganha 10 pontos, 20 se houver um emprego esperando por você, se for bem treinado mais 20, zero pontos para um salário de até 23.000 libras, 20 pontos para 25.600 libras ou mais, 20 pontos se você tiver um emprego que atenderá o que está em grande necessidade, 20 pontos se você tiver um diploma acadêmico em ciências, tecnologia, matemática e afins.

Para empregados altamente qualificados e com diplomas universitários, o tapete vermelho continuará estendido. Eles não precisam de uma oferta de um empregador.

Novas regras:

Qualquer cidadão da UE que viva na Grã-Bretanha até a véspera de Ano Novo terá o direito de viver e trabalhar lá de acordo com as regras atuais. As reformas, que entrarão em vigor em janeiro, irão:

  •     Limitar os cidadãos da UE sem visto a um máximo de seis meses na Grã-Bretanha;
  •     Proibir todos os novos migrantes, incluindo os europeus, de reivindicar benefícios relacionados a renda;
  •     Permitir que os viajantes da UE continuem usando os atuais portões eletrônicos do Reino Unido e da UE nos portos e aeroportos – embora isso seja “mantido sob revisão”;
  •     Forçar todos os migrantes, incluindo os da UE, que foram para a Grã-Bretanha para trabalhar para pagar pelo NHS (Sistema Nacional de Saúde)- atualmente fixados em 400 libras por ano;
  •     Excluir mais europeus que possuem antecedentes criminais;
  •     Eliminar gradualmente os cartões de identidade da UE usados ​​como documentos de viagem.
  •     As reformas eliminarão completamente os direitos de trabalho na Grã-Bretanha, que remontam a 1973 para nacionais de países como França, Alemanha e Itália.
  •     Todos os migrantes terão que ganhar pelo menos 25.600 libras por ano e devem fazer uma oferta de emprego que atenda ao ‘teste de habilidades’ equivalente aos níveis A.
  •     O salário mínimo é flexível, no entanto, um candidato pode receber um salário mínimo de 20.480 libras por ano se atender a outros critérios – como preencher um emprego onde há escassez, como enfermagem.
  •    Todos os migrantes de sucesso ainda poderão levar dependentes, como cônjuges e filhos, com eles.

Soberania e ingleses primeiro

A ministra do Interior, Priti Patel, disse que, com o plano, ouviu a mensagem clara do eleitor britânico.

“Estamos assumindo o controle de nossas fronteiras novamente”, disse Patel.

De acordo com a ministra, os empregadores ingleses agora precisam analisar primeiro os 1,3 milhão de desempregados em seu próprio país ou pagar salários mais altos para reter funcionários.

 

 

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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