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Indonésia: Motins em Jacarta deixam 6 mortos e 200 feridos após os resultados das eleições

Thaís Garcia

Publicado

em

EPA

Em Jacarta, capital da Indonésia, 6 pessoas morreram e 200 ficaram feridos em motins após os resultados das eleições, informou o governador Anies Baswedan. Os tumultos surgiram depois que o comitê eleitoral confirmou a vitória de Joko Widodo nas eleições presidenciais.

A polícia indonésia deteve pelo menos 20 pessoas acusadas de provocar os tumultos na capital. As imagens de hoje no Twitter mostraram o caos no centro da capital. Um grupo atirou pedras na polícia em frente ao escritório do comitê eleitoral; coquetéis molotov também foram jogados e carros foram incendiados.

Após as desordens, o Banco Central indonésio anunciou que os caixas eletrônicos móveis estariam fora de uso hoje. As outras atividades do banco continuaram como de costume.

O ministro da Segurança anunciou que as mídias sociais como Facebook, Instagram e Whatsapp seriam bloqueadas.

Eleições

De acordo com os resultados eleitorais oficiais anunciados nesta segunda-feira (20), o atual presidente Joko Widodo obteve 55,5% dos votos, contra 44,5% de seu opositor, o general aposentado Prabowo Subianto. O resultado confirmou as contagens não-oficiais de pesquisas de opinião.

Subianto levou sua contestação do resultado oficial das eleições presidenciais ao Tribunal Constitucional, informou sua equipe de campanha.

Segundo Subianto, a comissão eleitoral ignorou várias violações da lei eleitoral. Por exemplo, haveria milhões de nomes fictícios no registro eleitoral final. As cédulas de votação, com votos já lançados, também seriam reutilizadas e, supostamente, erros foram cometidos ao inserir os dados pelo comitê eleitoral.

Morte de mesários

As eleições na Indonésia aconteceram em abril deste ano. Havia mais de 193 milhões de eleitores e 800 mil mesas de voto.

Segundo o porta-voz da Comissão Eleitoral, a contagem de votos foi um trabalho árduo e mais de 270 mesários morreram de exaustão, porque tiveram que trabalhar noite e dia sem parar, durante vários dias e sem intervalo. Seus familiares receberam aproximadamente 10 mil reais de indenização moral, aproximadamente equivalente a 1 salário mínimo anual no país.

A BBC informou que mais de 2 mil funcionários ficaram doentes devido ao longo trabalho, muitas vezes em salas quentes e abafadas.

Caos

As tensões políticas e protestos eleitorais seriam vistos pelos extremistas muçulmanos, como oportunidades para causar o caos no país. Subianto pediu calma e indicou que seguirá os “caminhos legais”.

O ex-general também foi ao Tribunal Constitucional em 2014, quando perdeu para Widodo. Na época, suas objeções foram rejeitadas.


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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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