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Holanda

Feministas se opõem à nova tradução holandesa da Bíblia por considerarem a referência a Deus como ‘Ele’ uma “imagem patriarcal de Deus”

Thaís Garcia

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Imagem: RD | Anton Dommerholt

Um grupo de religiosas e teólogas feministas acha que na nova tradução holandesa da Bíblia (Nieuwe Bijbelvertaling – NVB) Deus não deve ser chamado de “Ele”, mas de “ele”, com letra minúscula. Elas consideram a letra maiúscula um sinal de uma “imagem patriarcal de Deus”, relatou o jornal Trouw.

A NBV foi lançada em 2004, em que as referências a Deus, como ‘Ele’, já não eram mais maiúsculas. No entanto, agora existe uma nova versão revisada, a NBV21, na qual as palavras são ainda mais alteradas. Por exemplo, “esmola” é alterado para “um presente de misericórdia”. Além disso, “Ele” está desta vez com letra maiúscula.

Segundo o Nederlands Dagblad, A nova Bíblia NBV21 difere da versão anterior em 12.000 pontos. Os tradutores usaram mais de 3.500 respostas de leitores da Bíblia e, em parte como resultado, chegaram às 12.000 alterações.

O Sínodo Ecumênico de Mulheres e um departamento holandês de uma rede europeia de mulheres pesquisadoras religiosas enviaram uma carta sobre a questão do uso da letra maiúscula nas referências a Deus como ‘Ele’ à Sociedade Bíblica Holandesa, que publica a tradução da Bíblia. Segundo as signatárias da carta, a utilização da letra maiúscula como respeito a Deus é um “tapa na cara” das mulheres.

“A reintrodução de ‘Ele’ fortalece uma imagem patriarcal de Deus”, dizem elas. ” E enfatiza a masculinidade do ser supremo”

Reino Unido

No Reino Unido, a mesma agenda esquerdista da ‘novilíngua’ empurra a confusão linguística para a sociedade.

Autoridades britânicas de saúde ordenaram que enfermeiras em dois hospitais universitários substituíssem o termo “leite materno” por “leite humano” – parte de um esforço da agenda LGBT para tornar o ambiente hospitalar “mais inclusivo para pais trans e não-binários”.

Os termos “amamentação” e “leite materno” devem ser trocados por frases mais “inclusivas de sexo” nas unidades pré-natais dos hospitais universitários de Brighton e Sussex NHS Trust, disse o centro de saúde em um documento de 19 páginas citado pela Sky News na quarta-feira (20). Na tabela, “leite materno” muda para “leite humano”, “amamentação no seio” muda para “amamentação no peito” e “materno” muda para “parental”.

Os profissionais de saúde foram aconselhados a usar as frases “leite materno/torácico”, “leite da mãe ou pai que amamenta” e “leite humano” para ser mais “inclusivo para parturientes trans e não-binários, sem excluir a linguagem das mulheres ou maternidade”, afirmam as diretrizes clínicas.

As enfermeiras também foram incentivadas a evitar os termos “mães”, “mulheres” e “consentimento materno” por conta própria – a menos que solicitado em casos específicos. Em vez disso, elas foram solicitadas a usar termos de “sexo neutro”, como “progenitores” e “pessoas”, de acordo com o sistema do hospital.

Cristã e Correspondente Internacional na Europa.