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Exército dos EUA fecha contrato para o desenvolvimento de seus drones com a francesa Parrot

Thaís Garcia

Publicado

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Exército dos EUA fecha contrato para o desenvolvimento de seus drones com a francesa Parrot 21
Imagem: U.S. Marine Corps

A Parrot fechou um contrato com o exército dos EUA. A empresa DJI foi deixada de lado e perdeu esse mercado, possivelmente por ser uma empresa chinesa.

Os drones estão se tornando mais sofisticados, e sendo cada vez mais usados pela polícia e até mesmo pelos militares dos EUA. No passado, os militares dos EUA costumavam usar drones produzidos pela chinesa DJI. Porém, em uma nova rodada de investimentos do exército, essa marca foi deixada de lado.

Agora, o Exército dos EUA está trabalhando com a Parrot para desenvolver novos drones.

Além da Parrot, outras 6 empresas fazem parte do acordo de larga escala e, surpreendentemente, as empresas chinesas dominantes não estão incluídas. Com o grande acordo, o exército americano adquire novos drones de reconhecimento para curtas distâncias.

Segurança

Nenhuma explicação foi dada sobre o motivo pelo qual o governo dos EUA fechou o contrato com a empresa francesa Parrot. No entanto, esta decisão está de acordo com a estratégia dos Estados Unidos, na qual a China é “rejeitada” como parceira comercial dos americanos.

Como o exército é frequentemente implantado em situações delicadas, a segurança é um aspecto crucial. Por isso, a rejeição da empresa chinesa é compreensível, já que os americanos suspeitam que os equipamentos chineses conteriam “portas dos fundos”, com as quais o governo chinês poderia exigir seu acesso a dados de usuários.

Além disso, a DJI coletou dados em servidores chineses em 2017; servidores que o governo podia ver a pedido.

DJI

A perda desse contrato será prejudicial à DJI, que é o maior desenvolvedor mundial de drones. Pois, os drones são vendidos com mais frequência aos governos. Em um relatório da Envision Intelligence, pode-se ler que os contratos com governos representam 70% das vendas de drones.

Consumidores compram apenas 17% de todos os drones vendidos e os aplicativos comerciais representam outros 13% do mercado.

Parrot

Henri Seydoux, CEO e fundador da Parrot, também divulgou um comunicado a respeito do novo contrato com o Exército dos EUA:

“Os Estados Unidos sempre foram um grande mercado para o Grupo Parrot, seja para a linha de consumidores bem conhecidos, ou para a linha avançada e profissional. Sempre estivemos na vanguarda do desenvolvimento de soluções avançadas, fáceis de usar, compactas e confiáveis baseadas em drones. Entendemos exatamente como pequenas aeronaves não tripuladas, como a plataforma ANAFI da Parrot, têm o potencial de se tornar uma parte importante do sistema imunológico”.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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