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Países da UE investigam se radiação de 5G é prejudicial à saúde

Thaís Garcia

Publicado

em

Camila Boff

Pesquisa da UE Reflex mostra que a radiação das redes 5G pode ser prejudicial à saúde, mas as opiniões sobre como interpretá-la são bem divididas. O estudo mostrou danos ao DNA causados pela radiação de dispositivos sem fio e telefones celulares.

Limites de radiação de mastros de rádio ainda não estão legalmente estabelecidos. Atualmente, alguns países da União Europeia estão investigando se os atuais padrões de radiação devem ser estabelecidos em uma lei. A nova rede 5G deve estar operacional em quase toda a Europa a partir de 2020.

A construção da rede 5G é acompanhada por um maior número de antenas. Isso ocorre porque a rede tem alta capacidade, mas pode transmitir em uma distância menor. Portanto, mais antenas serão necessárias para cobertura 5G.

Opiniões de Cientistas
Alguns pesquisadores encontram indícios de efeitos nocivos do 5G. Porém, os cientistas ainda estão divididos em como interpretar as pesquisas. Isto significa que alguns cientistas pensam que nada está errado, mas outros estão preocupados com o 5G.

Em uma carta para a União Europeia, mais de 180 cientistas e médicos de 36 países alertam sobre o perigo da 5G, que levará a um enorme aumento da exposição involuntária à radiação eletromagnética. Os cientistas instam a UE a respeitar a Resolução 1815 do Conselho da Europa. Solicitam a criação de um grupo de trabalho independente da UE para reavaliar os efeitos para a saúde.

“Nós, cientistas abaixo-assinados, recomendamos uma moratória no lançamento de 5G, a quinta geração para comunicações móveis, até que ameaças potenciais à saúde humana e ao meio ambiente tenham sido totalmente exploradas por cientistas independentes do setor. O 5G aumentará significativamente a exposição a campos eletromagnéticos de radiofrequência (RF-EMF) em cima dos atuais 2G, 3G, 4G, WiFi, etc. O RF-EMF tem provado ser prejudicial aos seres humanos e ao meio ambiente”.

Um dos cientistas, o Dr.L. Hardell, professor de Oncologia na Örebro University na Suécia afirmou: “O setor de telecomunicações está tentando implantar uma tecnologia que pode ter consequências prejudiciais muito reais e não intencionais. Estudos científicos, recentes e há muitos anos, identificam efeitos prejudiciais à saúde ao testar produtos sem fio, sob condições realistas. Estamos muito preocupados que o aumento da exposição à radiação por meio de 5G leve a danos que não possam ser revertidos “.

Segundo outro cientista e físico holandês Leendert Vriens da StopUMTS.nl, a intensidade crescente da radiação é um problema. E ninguém escapa dos efeitos potencialmente nocivos da radiação, que não se aplica apenas ao 5G, pois já estamos expostos à radiação 2G, 3G, 4G e Wi-Fi.

O físico explica que como a frequência de 5G atravessa com menos facilidade as paredes, as antenas devem ser colocadas mais perto do “habitat”. Dessa forma, as pessoas correm mais risco com uma antena em um ponto de ônibus, do que com a radiação de uma torre de transmissão. Cientistas como Leendert acreditam que essa radiação faça com que pessoas desenvolvam queixas de saúde como fadiga, burnout, insônia, dores estomacais e problemas intestinais.

Leendert Vriens compara a situação do 5G com a indústria do tabaco, que também persistiu por um longo tempo por não ser provado o perigo. Isso também aconteceu com o amianto, e Leendert acredita que aconteça o mesmo com a radiação.

Plataforma de Conhecimento

Nos Países Baixos, por exemplo, foi criado a Plataforma de Conhecimento de Radiação Eletromagnética que tem a tarefa de informar a sociedade a respeito das pesquisas científicas sobre radiação de mastros de rádio. De acordo com esta plataforma, a próxima rede 5G também atende aos limites exigidos pelas normas.

De acordo com a plataforma, há pessoas que são eletro-sensíveis e indicam que estão realmente tendo problemas com sua saúde e têm queixas específicas. Não é possível provar que essas queixas sejam causadas por radiação, mas também não se pode invalidá-las.

Segundo a Plataforma de Conhecimento é necessário permanecer vigilante, mesmo que as preocupações sobre a 5G não sejam necessárias. Pois, já se sabe que foram encontradas indicações sobre os efeitos nocivos, e deve-se ficar atentos às consequências científicas.

Como se comportar?
Por enquanto, não é necessário se preocupar com a radiação 5G. É fato que todos os dispositivos à nossa volta já emitem radiação. As pessoas que são eletro-sensíveis ou que estão preocupadas podem utilizar algumas ideias que a plataforma indica para reduzir a quantidade de radiação em sua casa:

– Mantenha seu celular fora do seu quarto à noite. E não coloque na sua mesa de cabeceira.

– Evite usar o telefone no seu corpo por muito tempo, como perto da orelha ou do bolso da calça. Quanto mais próximo a radiação chegar ao seu corpo, mais fortes serão os efeitos.

– Utilize o viva-voz (alto-falante) quando possível.

– Transporte o telefone em uma bolsa.

– Ao ligar, o telefone emite mais radiação. Então espere até que você tenha alguém na linha antes de segurar o telefone no ouvido.

– Coloque um interruptor horário no seu roteador sem fio, para que ele seja desligado à noite. Desta forma você evita ser exposto a essa radiação.

– Enrole papel alumínio ao redor da antena do seu roteador. Isso pára a radiação. Em seguida, verifique se sua conexão com a internet ainda é boa o suficiente.

– Se possível, desligue completamente o seu telefone à noite ou em qualquer outro momento em que você não o estiver usando. Se o dispositivo não estiver ligado, nenhuma radiação será emitida. Tenha em mente que isso significa que você não estará disponível no caso de uma emergência.

– Evite colocar seu roteador perto de um ponto ocupado em sua casa. Portanto, não o coloque debaixo da mesa, se você costuma trabalhar em casa, mas em um canto de um cômodo.

– Ao comprar novos produtos eletrônicos, verifique com antecedência o valor de radiação do dispositivo. Procure o nome do produto, seguido por “SAR”. Isto significa Taxa de Absorção Específica, ou a unidade que indica quanta radiação é absorvida pelo corpo. Os fabricantes devem aderir aos limites, mas um valor de SAR menor, é melhor para o seu corpo.

Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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