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Novo partido conservador, o “Chega”, ganha assento no parlamento dominado pela esquerda de Portugal

Thaís Garcia

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André Ventura, líder do Chega. Imagem: Nuno Ferreira Santos

Pela primeira vez em 45 anos, um partido de direita conservador, o ‘Chega’, entra no órgão legislativo – dominado pela esquerda de Portugal – a Assembleia da República.

No início deste mês, as eleições parlamentares portuguesas viram a eleição do deputado André Ventura, de um partido conservador de direita, formado apenas 5 meses antes das eleições.

Quem é André Ventura?

O líder do Chega, André Ventura, de 36 anos, ex-membro do Partido Social Democrata liberal-conservador (PSD) e professor de direito, administrou sozinho a campanha parlamentar do partido.

Ventura é licenciado em Direito pela Universidade Nova de Lisboa, em Portugal, e doutorado em Direito Público pela University College Cork, na Irlanda. Atualmente, é professor auxiliar da Universidade Autônoma de Lisboa e professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, onde aliás, exerce as funções de subdiretor do mestrado em Direito e Segurança. O professor tem vários artigos científicos publicados. Ele é fluente em inglês, espanhol, árabe, francês e hebraico.

Carreira Política
Em 2017, Ventura foi o centro das atenções políticas, quando concorreu a prefeito na cidade de Loures, perto de Lisboa. Sua campanha eleitoral criou polêmica, depois que ele denunciou as comunidades ciganas e sintis de “viverem de subsídios” e pensarem que elas estão “acima do Estado de direito”.

Em entrevista à página “Notícias ao Minuto”, Ventura comentou sobre o abuso dessas minorias no país que acham que estão acima da lei.

“Temos tido uma excessiva tolerância com alguns grupos e minorias étnicas. Não compreendo que haja pessoas à espera de reabilitação nas suas habitações, quando algumas famílias, por serem de etnia cigana, têm sempre a casa arranjada. Já para não falar que ocupam espaços ilegalmente e ninguém faz nada. Quem tem de trabalhar todos os dias para pagar as contas no final do mês olha para isto com enorme perplexidade. Isto não é racismo, nem xenofobia, é resolver um problema que existe porque há minorias no nosso país que acham que estão acima da lei”, disse Ventura.

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Um candidato do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, apresentou queixa de Ventura ao Ministério Público e à Ordem dos Advogados, por “incitar ao ódio contra as pessoas de etnia cigana”.

Ventura rebateu as acusações da esquerda e emitiu um comunicado garantindo que não é racista, mas reiterando o que dissera na entrevista.

“Ao longo da minha vida, sempre convivi bem com pessoas de várias raças e etnias e diferentes credos. Quando digo que somos tolerantes com algumas minorias, refiro-me a certos casos em que manifestamente a lei não é cumprida. A verdadeira discriminação é permitir que alguns não cumpram a lei, em detrimento daqueles que vivem com as regras do Estado de direito. Compreendo todas as especificidades, costumes e padrões civilizacionais de todas as raças, mas eles não podem esbarrar com os princípios do Estado de direito constitucionalmente consagrados”, explicou Ventura.

Em junho de 2019, houve a primeira convenção do novo partido; e em uma votação praticamente unânime, Ventura foi escolhido como líder do Chega. Durante a convenção, Ventura prometeu que “não haveria alianças ou coalizões com o centro”.

Pouco depois – e não diferente do que acontece no Brasil – a mídia esquerdista de Portugal rapidamente classificou o partido Chega e André Ventura como “fascistas, xenófobos, misóginos e autoritários”.

No entanto, apesar da campanha de difamação realizada contra ele e seu partido, Chega e Ventura agora ocupam um assento no parlamento de Portugal.

André Ventura publicou a seguinte mensagem em sua página do Facebook: “Nunca me senti tão só. E tão apoiado por milhões!”

A plataforma partidária do Chega é ferozmente patriótica, economicamente liberal e se opõe à migração em massa, ideologia de sexo e aborto.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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