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Trump pede US$ 2,5 bi ao Congresso para combate ao coronavírus; militares iniciam preparativos

Guilherme L. Campos

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A administração Trump pediu ontem (24) ao Congresso americano a liberação de US$ 2,5 bilhões para o enfrentamento do coronavírus, doença originada na China e com grande potencial de se transformar em pandemia, segundo a Organização Mundial da Saúde. Segundo a administração federal, do total solicitado, 1 bilhão de dólares seriam utilizados para o desenvolvimento de vacinas contra a doença e o restante para aquisição e produção de equipamentos e suprimentos, como máscaras faciais, e para ações de resposta em solo.

“O governo Trump continua a encarar muito a sério a disseminação do coronavírus COVID-19”, disse Rachel Semmel, porta-voz do Escritório de Gerenciamento e Orçamento da Casa Branca. “Hoje, o governo está enviando ao Congresso um plano de financiamento suplementar de US $ 2,5 bilhões para acelerar o desenvolvimento de vacinas, apoiar atividades de preparação e resposta e adquirir equipamentos e suprimentos necessários”.

“Também estamos liberando recursos existentes e permitindo maiores flexibilidades para as atividades de resposta”, disse ela. “Somos gratos pelo trabalho contínuo de nossos excelentes médicos, equipe de campo, policiais, parceiros estaduais e locais e todos aqueles que trabalham para manter todos os americanos a salvo do Coronavírus (COVID-19).”

Até segunda-feira, os EUA haviam confirmado 53 casos da doença no país.

EUA pedem que americanos evitem a Coréia do Sul

Nesta segunda-feira (24), o Centro de Controle de Doenças (CDC, em inglês) emitiu alerta de nível 3 para viagens para Coréia do Sul, o que significa que americanos devem evitar viagens não-essenciais ao país, que vem assistindo a um crescimento significativo no número de casos de coronavírus — próximo de 1 mil — a maior concentração registrada fora da China. O alerta de nível 3 havia sido emito até então somente para a China.

Americanos defendem medidas duras contra doença no país

Uma pesquisa Economist/YouGov revela que a grande maioria dos eleitores americanos — 70% — diz que o governo deve colocar em quarentena pessoas nos Estados Unidos que estiveram recentemente na China; entre os que concordam, 77% são republicanos, 58% independentes e 64% democratas. Entre as mulheres, 65% aprovam, junto com 65% dos homens.

Outros 53% dos eleitores americanos dizem que o governo deveria negar a entrada a qualquer estrangeiro que tenha sido diagnosticado com coronavírus. Entre os entrevistados, aprovam a medida: 60% dos republicanos, 50% dos independentes e 46% dos democratas – junto com 50% das mulheres e 53% dos homens. A pesquisa foi realizada com 1.300 eleitores registrados nos EUA, entre  2 e 4 de fevereiro.

Comando militar americano em preparação

Enquanto isso, o Comando Norte dos EUA, segundo o Military Times, está se preparando para uma “potencial pandemia”; a Marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais (Marines) emitiram mensagens para todo o efetivo para um “planejamento prudente” no assunto.

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Católico, Conservador, Correspondente Internacional, Observador Político e criador do 'The Right Talking'. Atualmente vive no estado da Pensilvânia, Estados Unidos.

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