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Trump ordena a retirada de três empresas chinesas da Bolsa de Valores de Nova York

Thaís Garcia

Publicado

em

Michael Nagle/Bloomberg

Primeira bolsa do mundo em volume monetário, a Bolsa de Valores de Nova York em breve deixará de apoiar as ações das operadoras de telefonia China Mobile, China Unicom e China Telecom Hong Kong.

A decisão vem de uma série de restrições da Casa Branca a empresas dependentes do exército chinês, de acordo com a Bloomberg.

As empresas que em breve deixarão a Bolsa de Valores de Nova York fazem parte da nova infraestrutura 5G global desenvolvida pela China, que a Casa Branca considera uma ameaça à segurança nacional pela possibilidade de espionagem do Partido Comunista Chinês.

Essa nova decisão do governo dos Estados Unidos sobre as empresas chinesas é um alerta do Governo Trump.

A saída das três empresas chinesas da Bolsa de Valores de Nova York será entre os dias 7 e 11 de janeiro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, em novembro, proibiu por decreto os investimentos de cidadãos e empresas americanas em 31 empresas chinesas dependentes das Forças Armadas do regime comunista.

Essas três operadoras de telefonia estão entre as 31 empresas do decreto de Trump. Existem também outras nos setores de satélites e energia nuclear.

O limite para desinvestir nelas é 11 de janeiro deste ano, dia a partir do qual é proibido nos Estados Unidos a venda de seus valores mobiliários.

Há um mês, o provedor FTSE Russell, que administra os índices da Bolsa de Valores de Londres, já eliminou de sua análise as ações de 8 empresas chinesas, em um sinal de que o decreto Trump terá efeitos globais.

As empresas de tecnologia chinesas apoiam a estrutura militar chinês, de acordo com Trump. “Embora permaneçam aparentemente privadas e civis, eles apoiam diretamente as estruturas militares, de inteligência e segurança da China e auxiliam em seu desenvolvimento e modernização.”

“Essas empresas levantam capital com a venda de títulos a investidores americanos de capital aberto, tanto [nos Estados Unidos] como no exterior, pressionando os fornecedores de índices e fundos dos EUA a incluir esses títulos em ofertas de mercado para garantir o acesso a capitais americanos”, denuncia a Casa Branca.

Trump foi claro sobre suas motivações para anunciar a decisão: “A China explora investidores dos EUA para financiar o desenvolvimento e a modernização de suas forças armadas”.

A decisão é apoiada pelo Capitólio dos EUA. No mês passado, o Senado e a Câmara dos Representantes aprovaram e o presidente Trump ratificou uma lei que permite ao governo dos EUA expulsar qualquer empresa das bolsas americanas, a menos que os reguladores americanos possam revisar suas auditorias financeiras, de acordo com informações publicadas pela ABC.

A intenção dessa medida visa pressionar a China, um regime comunista com alto grau de intervencionismo em sua economia e em seus mercados, além de grande obscuridade.

Essa nova lei pode afetar não apenas as empresas de tecnologia e telefonia, mas também as gigantes chinesas como a Alibaba e a Baidu.

Cristã e Correspondente Internacional na Europa.