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Pedofilia em escoteirismo nos EUA: 120 casos de abuso sexual são investigados

Thaís Garcia

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Pedofilia em escoteirismo nos EUA: 120 casos de abuso sexual são investigados 17
Imagem: BSA

Mais de 120 alegações de abuso sexual infantil por líderes de escoteiros foram entregues à polícia americana para serem investigadas. A organização de escoteirismo americana, Boy Scouts of America, afirmou em uma declaração que acredita nas histórias das vítimas e tentará identificar os perpetradores.

“Estamos profundamente preocupados com todas as vítimas de abuso e oferecemos nossas sinceras desculpas a qualquer pessoa que tenha sofrido durante seu tempo de escoteirismo. Acreditamos nas vítimas, nós as apoiamos, pagaremos por uma assistência psicológica à escolha delas e as incentivamos a denunciar”, disse a organização Boy Scouts of America à CNN.

A declaração foi dada um dia depois de um processo ter sido apresentado no estado da Pensilvânia. Neste estado, um líder dos escoteiros foi acusado do abuso sexual de um menino. O abuso aconteceu durante acampamentos, viagens noturnas e excursões de um dia. Outro membro é acusado de cumplicidade.

Segundo relatos do processo, o abuso incluiu “centenas de casos de carícias, centenas de incidentes de agressão sexual oral e repetidas tentativas de penetração anal”.

O processo também alega que o chefe de escoteiros assistente “cuidava ativamente de garotos sob seu comando para mais tarde molestar sexualmente”. Antes do abuso sexual, incluindo atos de sodomia, o pedófilo drogava e alcoolizava suas vítimas.

Além disso, de acordo com o processo, o líder dos escoteiros “utilizou força física e emocional e persuasão para impor sua vontade moral ao então menor, a fim de cometer atos graves e indescritíveis de abuso sexual”.

Pedofilia no escoteirismo
O abuso começou “por volta de 1974 ou 1975 e continuou até aproximadamente 1979 ou 1980”. A vítima, hoje com 57 anos e identificada com S.D., está sendo representada pelo Abused in Scouting (Abusados no Escoteirismo), um grupo de três escritórios de advocacia que se reuniram para combater a pedofilia dentro do escoteirismo.

Nos últimos seis meses, o grupo disse ter sido contatado por cerca de 800 homens com alegações de abuso sexual por líderes de escoteiros. Cerca de 350 líderes de escoteiros, não contidos nos chamados “arquivos de perversão” já foram identificados.

O “arquivo de perversão” é uma lista negra de supostos pedófilos dentro da organização, que foram identificados pela primeira vez em 2012, pelo Los Angeles Times.

Mudanças
Em 2013, um grupo cristão passou a oferecer uma alternativa aos Boy Scouts of America para aqueles que estavam inconformados com uma nova política de orientação sexual do Scouting. Pois, os líderes do Boy Scouts of America passaram a permitir a entrada de jovens abertamente gays no grupo de escoteiros.

Então, o novo grupo se formou em resposta à decisão dos Boy Scouts de incluir garotos que experimentam atração pelo mesmo sexo.

De acordo com seu site, a Trail Life USA é “um movimento cristão de aventura, caráter e liderança” para jovens baseados “em valores intemporais derivados da Bíblia”.

Anugrah Kumar, do Christian Post, relatou: “Trail Life USA é inspirado nas American Heritage Girls, uma organização de 18 anos que é ‘centrada em Cristo’. Homens jovens que tenham atração pelo mesmo sexo não serão excluídos da organização, embora não tenham permissão para impulsionar uma agenda gay ou exibir sua orientação sexual. ”

O site da Trail Life USA diz que sua visão é “ser a principal organização de desenvolvimento de caráter nacional para meninos jovens que serão futuros maridos, pais e cidadãos piedosos e responsáveis”.

Outra mudança aconteceu em 2017, quando os Boy Scouts of America anunciaram que meninas que se identificassem como “meninos” poderiam se inscrever em seus programas exclusivos para meninos. A organização disse que tomou a decisão por causa de conversas mais amplas sobre identidade de sexo que estavam acontecendo em todo o país.

Zach Wahls, co-fundador dos grupos Scouts for Equality (Igualdade para Escoteiros), chamou a decisão de “histórica”.

“A decisão de permitir que ‘meninos’ transexuais participem dos escoteiros é um passo importante para esta instituição americana”, escreveu Wahls em um comunicado postado na mídia social em 2017.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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