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Exército dos EUA quer unidade de mísseis hipersônicos em 2023

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: US Army

Nesta terça-feira (11), o tenente-general do exército dos EUA, Neil Thurgood, informou do Pentágono que uma série de oito mísseis, embora destinada principalmente a testar táticas, será capaz de ser utilizada no combate em 2023. Da mesma forma, uma série de protótipos de armas laser entrará em serviço em 2021.

De acordo com o site Breaking Defense, o exército americano terá uma série de mísseis hipersônicos para veículos de artilharia AP (autopropulsada) em 2023. Também colocará uma série de armas laser de 50 quilowatts em veículos blindados da Stryker até 2021.

Além disso, há planos de instalar armas laser de mais de 100 quilowatts em caminhão pesado. No momento, o programa está sob revisão e poderá receber a colaboração da Força Aérea e da Marinha americana, para atingir níveis de potência comparáveis.

Veículo da Stryker equipado com arma laser

Atualmente, os EUA estão tentando obter níveis mais altos de potência mundial bélica. Seu exército está instalando uma arma laser de 100 kW em um caminhão, a Marinha desenvolvendo um laser na faixa de 60 a 150 kW para navios, enquanto o Escritório do Secretário de Defesa (OSD), tem um programa para construir uma arma de 250 kW; capaz de destruir mísseis de cruzeiro. Um míssil de cruzeiro é um míssil auto-navegável e de velocidade supersônica, projetados para liberar uma grande ogiva em longas distâncias e com alta precisão.

Mísseis Hipersônicos
Apesar da Marinha liderar o projeto, o exército americano administrará a produção do Common Hypersonic Glide Body – a parte do míssil que manobra. De acordo com Thurgood, o exército tem a responsabilidade de construir a base industrial nos EUA. Pois, este já sabe como construí-los e agora poderá criar uma capacidade de produzir em grande escala.

A principal missão dos mísseis hipersônicos será testar novos equipamentos, novas táticas e novas maneiras de treinar soldados para empregá-los. Mas terá o que Thurgood chamou de “capacidade de combate residual”: em inglês, isso significa que os oito mísseis poderiam ser disparados em uma guerra real, se a nação decidir.

Uma avaliação da série inicial, incluindo informações dos soldados sobre quaisquer reparos ou melhorias técnicas necessárias, moldará a decisão do Exército sobre se deve prosseguir para um programa de aquisição ou registro completo.

Neil Thurgood disse que ele, sua equipe e outros escritórios do Exército ainda estão revisando os programas existentes e a necessidade militar. Só então, o tenente-general fará uma recomendação formal aos líderes do Exército.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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