Redes Sociais

EUA

Búlgaro nos EUA conta sua história e alerta: socialismo e comunismo roubam, matam e destroem

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Banov/RWW

Uma pesquisa nos EUA mostrou que mais da metade dos jovens americanos prefere mudar para uma economia e governo socialista. Cerca de um terço dizem que até optariam pelo comunismo, segundo uma reportagem da CBN News.

Essa nova pesquisa americana da Fundação Memorial YouGov/Vítimas do Comunismo, com cerca de 2.100 jovens com 16 anos ou mais, revela que 70% da geração dos ‘Millennials’ (Geração do Milênicos ou Y) disseram que tinham certa ou extrema probabilidade de votar em um socialista. E da geração ‘Z’, aqueles nascidos no início de 1997, com os mais velhos agora com 22 anos, 64% disseram ter uma certa ou extrema probabilidade de votar em um socialista.

De acordo com a Pew Research, a Geração do Milênio é mais instruída do que as gerações anteriores quando se trata de faculdade e pós-graduação. No entanto, quando se trata de educação econômica e compreensão do que é socialismo, os americanos mais jovens parecem estar no escuro.

Embora oferecer serviços “gratuitos”, – como universidades gratuitas – possa parecer uma boa ideia, isso poderá também ter um custo alto, como um governo retirando as liberdades de que se goza hoje no país. Aqueles que viveram sob esse regime opressor alertam para o perigo desse flerte crescente da nova geração com o socialismo.

Em uma entrevista à CBN News, o búlgaro Georgian Banov, – músico e líder de louvor em uma igreja do estado do Texas, nos EUA, e que também toca com bandas de rock cristãs em todo o mundo – disse que se alegra com sua liberdade como cristão nos EUA, mas ainda lamenta os anos que sofreu (por décadas) em sua casa de infância na Bulgária, preso com sua família atrás da Cortina de Ferro.

Hoje, Banov além de cantar para Deus, também é um violinista clássico.

Foto: Banov

Queimados vivos

O búlgaro Banov conta que se lembra quando os comunistas tomaram o poder na Bulgária.

“Eles imediatamente perseguiram todos os capitalistas, com o fim de matá-los”, lembrou Banov.

“Porque, segundo Karl Marx, o capitalismo é o principal mal. Eles os faziam cavar uma vala e os jogavam nela, e depois derramavam óleo e os queimavam”, acrescentou Banov.

Banov disse que sua avó testemunhou assassinatos em massa e disse que ela nunca mais pôde esquecer o cheiro de carne queimada.

Socialismo e Comunismo intrinsecamente ligados

É importante lembrar que o comunismo e o socialismo estão intrinsecamente ligados. Afinal, a URSS comunista era a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – um sistema que controla tudo, nivelando seu povo e esmagando o incentivo individual.

“Todo mundo ganha a mesma quantia em dinheiro”, afirmou Banov. “Então, se você é bom em alguma coisa e trabalha duro, não ganha um centavo a mais do que os caras que ficam sentados e não fazem nada. Portanto, a produtividade diminui, diminui e diminui. Isso é muito destrutivo para uma economia de sucesso. Agora todo mundo é pobre”, disse Banov.

“Não havia nada para comprar, porque tudo estava tão vazio”, disse Banov, e lembrou-se das lojas em sua juventude. “A única coisa que você podia comprar todos os dias era pão. O que quer que víssemos, nós comprávamos e comíamos imediatamente. E não havia o suficiente para você refrigerar em sua casa.”

Leia também: Sobrevivente do comunismo romeno alerta sobre o perigo do socialismo no Ocidente

Cinco famílias em uma casa de cinco quartos

Banov não consegue se lembrar de alguém que tivesse uma geladeira. Ele se lembra de ser tão pobre, que sua família era uma das cinco que estavam em uma casa de cinco quartos.

O búlgaro também se lembra do medo constante de sair da linha, porque os comunistas estavam constantemente observando.

“Se você não estivesse dizendo coisas que estavam alinhadas 100% com a doutrina da propaganda comunista, você era levado e, eventualmente, desaparecia”, lembrou Banov, dizendo que os búlgaros viviam sob o medo e intimidação constantes. “Eles tinham medo de que, se dissessem algo, poderiam ser presos.”

Tudo o que você pode dizer, fazer e acreditar é ditado

O comunismo é um sistema com raízes ditatoriais. Banov conta que nas escolas, vida, profissão e crenças na Bulgária, só era permitido dizer, fazer e crer no que o Estado lhes ordenava.

“Você era diretamente controlado por um supervisor que comandava os professores, garantindo que tudo o que você dissesse apoiasse os comunistas”, disse Banov à CBN News, a respeito de seus instrutores na escola búlgara.

Sistema anticristo

Banov apontou que não se trata apenas de economia, mas de exaltar a Deus. Ele explicou que Karl Marx, o homem por trás do comunismo e do socialismo, desprezava Deus.

Banov citou Marx, dizendo: “‘Deus, eu te odeio e vou te ofender destruindo as pessoas que você cria para a sua glória’. Portanto, todo o sistema é realmente um sistema anticristo. Eles se tornaram Deus. ‘Louvem-nos. Glorifiquem os comunistas.’ Então é uma religião.”

Banov viu como a Bulgária reprimia os cristãos com mão de ferro, exigindo lista de membros de igrejas, ditando o que poderia ser pregado e tomando suas Bíblias. Os comunistas não suportavam que os cristãos na Bulgária acreditassem e se submetessem a um poder superior ao Estado.

“É o único inimigo que eles não podem combater, e eles sabem”, disse Banov sobre os comunistas não aceitarem os cristãos. “Então, eles realmente pressionaram os cristãos a se submeterem a eles. E se os cristãos não se submetessem, ‘estariam fora!’ As Bíblias eram confiscadas. E toda imprensa bíblica foi destruída.”

 Encontro em segredo

Os comunistas visavam especialmente os cristãos cheios do Espírito Santo.

“Esses foram os mais perseguidos porque tinham poder. O Espírito Santo lhes dava poder”, afirmou Banov. “Portanto, o povo do Espírito Santo foi o mais perseguido porque era o mais não-submisso. Eles não cederam. Eles se encontravam em segredo, … nos subsolos.”

Mas Banov ressaltou que, no final, os comunistas não puderam acabar com o cristianismo.

 Socialismo “light”

Para aqueles que pensam que seja possível ter um socialismo “light” – “mais suave e gentil” – Banov alerta para que esses possam entender que o socialismo também pretende assumir o controle total, e isso significa tirar as liberdades. Ele contrasta isso com o Deus que nos dá liberdade e poder para cuidar de todos.

“Você não precisa dar poder ao governo para resolver seus problemas. Nós, as pessoas, somos capazes de resolver nossos problemas”, insistiu. “Então, em vez de se apaixonar pelo que os comunistas farão por você, pergunte o que Deus fará por você com o dom que Ele lhe deu.”

Repressão

Foi o dom da música de Banov que o colocou em problemas com os comunistas. Ele ajudou a formar uma banda búlgara de rock ‘n roll na década de 1960.

“Fomos a primeira banda de rock a aparecer na televisão nacional. Não éramos tão bons assim, mas não havia bandas para comparar. Por isso, estávamos na televisão e havia apenas um canal”, disse Banov.

Os roqueiros enlouqueciam seu público búlgaro com entusiasmo e isso logo chamou a atenção dos comunistas.

“Os jovens de pé e batendo palmas para eles era como uma revolução”, disse Banov, lembrando: “Eles diziam ‘sem bater palmas durante as músicas.’ Eles tentaram impor as regras. Na verdade, eles me prenderam por começar a bater palmas. Fui libertado, mas fui preso para mostrar aos outros: ‘mesmo Georgian Banov, o baterista de rock, não pode infringir a regra'”.

E, finalmente, os comunistas acabaram com o “rock’n roll” no meio de um grande show.

“Desconectaram todas as nossas guitarras e instrumentos. Eles disseram: ‘Vocês todos vão para casa. Não há mais ‘rock’ n roll’. Isso está fora de controle.’ Isso me levou a querer sair do país. E eu disse: ‘É isso aí, eu não posso lidar mais com isso'”, disse Banov à CBN News.

Quando pôde, Banov deixou a Bulgária e se mudou para os Estados Unidos, dizendo: “Escapei pela Cortina de Ferro e cheguei ao País da Liberdade – Yes!”

E nos Estados Unidos, Banov conheceu cristãos que o levaram a um encontro pessoal com Deus.

Banov então se lembrou: “Foi a primeira vez que senti a liberdade que ansiava por dentro”.

 

Ajude-nos a mantermos um jornalismo LIVRE, sem amarras e sem dinheiro público. APOIAR »
alan correa criação de sites