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“A saúde mental e o ódio puxam o gatilho, não a arma”, disse Donald Trump

Thaís Garcia

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Imagem: Reprodução

O presidente Donald Trump propôs um melhor debate sobre armas de fogo no país. Pelo Twitter, ele pediu por melhoria na pesquisa de antecedentes. Em um discurso, ele aderiu a uma legislação que permite tomar as armas de pessoas consideradas perigosas.

O presidente Trump também rebateu as críticas da esquerda globalista, que defende o desarmamento da população. Este grupo vem usando os tiroteios em massa que ocorreram no país como base para o lobby desarmamentista.

“A saúde mental e o ódio puxam o gatilho, não a arma”, disse Donald Trump em seu discurso.

Armas nos EUA
As armas estão profundamente enraizadas na cultura americana. Os EUA têm mais armas do que residentes. As armas fazem parte de uma cultura, uma identidade na qual a independência e o direito à defesa pessoal são centrais. Elas são um símbolo da liberdade e da coragem cantado pelos os americanos em seu hino nacional.

Tudo isso se originou há séculos. Os primeiros imigrantes, colonos da Europa, foram para o interior e para o deserto em busca de ouro, terra e oportunidades. Para se protegerem contra animais selvagens e índios, eles precisavam das armas como instrumentos de defesa pessoal e da família.

Em algumas partes dos EUA, esse ainda é o caso. Em áreas remotas, a polícia nunca chegará a tempo em situações emergenciais. Além disso, no país há ursos e pumas não apenas nas florestas, mas também nos quintais das casas dessas regiões.

No século XVIII, a arma comum no país era um mosquete. Atualmente, armas semiautomáticas estão entre as mais populares.

Leis
O direito à posse de armas está ancorado na Segunda Emenda da Constituição Americana. Por isso, qualquer restrição é contrária à constituição, com as devidas exceções – como a idade mínima, a verificação de antecedentes, a obtenção de permissão obrigatória, o curso de segurança e o cumprimento das leis.

Em alguns estados como o Texas, há algumas das leis mais amigas do armamento no país. Incluindo o direito de portar abertamente armas de fogo para os residentes que cumprem a lei, que obtiveram a permissão necessária, e que realizaram o curso de segurança.

Neste estado, a idade mínima para comprar uma espingarda ou rifle é de 18 anos. As outras armas não podem ser compradas por menores de 21 anos. Há tempos, o porte de armas é legal no Texas, exceto em alguns lugares expressamente proibido por lei. Como por exemplo, onde há venda de álcool.

Segundo a lei do Texas, qualquer pessoa que permita que um menor ganhe acesso a uma arma de fogo, pode ser acusada de negligência criminosa. Exceções são feitas para caça e tiro esportivo, e se a arma de fogo é necessária para autodefesa.

No Texas, 172 distritos escolares permitem que professores e funcionários carreguem armas nas escolas.

De acordo com o Centro de Direito de Gifford para Prevenir a Violência Armada, os revendedores de armas de fogo no Texas precisam fazer uma verificação de antecedentes exigida pela lei federal, entrando em contato direto com o FBI.

Dados
Os americanos representam 4,4% da população mundial e detêm cerca de 42% de todas as armas do mundo, estimou Adam Lankford, professor da Universidade do Alabama; cerca de 120 em cada 100 americanos.

De acordo com uma pesquisa de 2017, cerca de 42% dos norte-americanos vivem em uma casa onde uma arma está disponível, 30% possuem uma arma e muitas vezes mais de uma.

Cerca de dois terços dos americanos citam a proteção como a razão mais importante para se ter uma arma em casa. Muitas vezes, eles também as usam para caçar ou para o esporte.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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