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EUA abrem escritório diplomático venezuelano em capital colombiana

Thaís Garcia

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James Story, encarregado de negócios dos EUA na Venezuela. Foto: Reuters.

Nesta quarta-feira (28), o Departamento de Estado dos EUA abriu um escritório de representação para a Venezuela em Bogotá, na Colômbia, e disse que continuará sua oposição ao governo ditatorial socialista do venezuelano Nicolás Maduro e apoiará o líder da oposição e presidente interino Juan Guaidó.

A Unidade de Assuntos da Venezuela (VAU) será chefiada por James Story, encarregado de negócios dos EUA na Venezuela, que estava entre os últimos diplomatas americanos retirados da embaixada dos EUA em Caracas, em março deste ano, com a deterioração das condições no país.

“O VAU continuará trabalhando pela restauração da democracia e da ordem constitucional naquele país, e pela segurança e bem-estar do povo venezuelano”, afirmou o Departamento de Estado dos EUA em um comunicado.

Washington vem tentando cortar dinheiro para o governo ditatorial de Maduro em uma campanha econômica e diplomática, que visa pressionar o socialista a renunciar.

Os Estados Unidos, o Brasil e a maioria das nações ocidentais apoiam Guaidó como presidente legítimo do país.

Maduro
O ditador Maduro acusou Guaidó de montar uma tentativa de golpe dirigida pelos EUA no início deste ano.

Maduro, em uma transmissão na televisão em 28 de agosto, disse que os Estados Unidos perderam sua capacidade de interferir nos assuntos venezuelanos e rejeitou comentários do enviado especial dos EUA à Venezuela, Elliott Abrams, em entrevista ao New York Times.

“Hoje Elliott Abrams conversou com o New York Times para dar regras de conduta à Venezuela, para dizer que é preciso haver novas eleições presidenciais e que, se houver eleições, isso não será possível”, disse o ditador.

“Se há algum lugar em que o império perdeu sua capacidade de impor suas políticas, é a Venezuela”, completou Maduro em sua fala.

Guaidó
Guaidó e os líderes da oposição insistem que o país precisa realizar novas eleições, mas que Maduro deve renunciar primeiro.

Abrams disse ao New York Times que o governo Trump não apoiaria as eleições com um candidato – Maduro ou Guaidó – na cédula, acrescentando que ambos deveriam renunciar se quiserem ser candidatos.

Novos ministros
Nesta quarta-feira (28), Guaidó anunciou em Caracas a nomeação de quatro novos ministros para Relações Exteriores, Assuntos Econômicos, Proteção de Ativos e Direitos Humanos. A maioria deles está fora do país, devido a medidas legais do ditador Maduro.

Leopoldo Lopez, fundador e líder do partido político Vontade Popular de Guaidó, coordenará os novos ministros. Lopez está na residência do embaixador espanhol em Caracas desde maio, depois de encerrar sua prisão domiciliar.

Crise venezuelana
Muitos venezuelanos fugiram da profunda crise política e econômica gerada pelo socialismo implantado no país. Esta crise causou escassez de alimentos e medicamentos a longo prazo.

Mais de 2,7 milhões de venezuelanos deixaram seu país desde 2015 e a Colômbia é o país mais afetado por esse fluxo, com mais de 1,4 milhão de refugiados e migrantes.

O Brasil vem logo em seguida. Segundo dados oficiais, desde 2017 o Brasil recebeu mais de 200.000 venezuelanos. Destes, cerca de 85.000 apresentaram pedidos de asilo e cerca de 40.000 receberam vistos de residência temporária.

Os países latino-americanos concederam aproximadamente 1,3 milhão de permissões de residência e outras formas de status regular aos venezuelanos, permitindo-lhes acessar serviços básicos como saúde e educação e, na maioria dos países, o direito ao trabalho.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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