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Estados Unidos

Estuprador propõe à mulher em Nova York uma escolha impossível: estupro, incesto ou morte

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: NYPD

Nos EUA, a polícia de Nova York prendeu um homem por estuprar uma mulher. O estuprador conseguiu entrar na casa, alegando ser um trabalhador da construção civil e, em seguida, deu à mulher três opções: estupro, assassinato ou sexo com seu próprio filho.

Segundo um promotor de Nova York, a mulher e o filho, de 25 anos, foram amarrados em sua casa, no bairro de Queens. Enquanto o estuprador, Joshua Henderson (33), buscava por joias e dinheiro, ele apresentou a escolha impossível à mulher e depois a estuprou.

Nesta última quinta-feira (19), Henderson foi preso, sem a possibilidade de ser libertado sob fiança. Segundo a polícia local, ele havia sido solto recentemente, após 12 anos de prisão por vários assaltos e estupro. Após sua libertação, ele teria cometido outros crimes por duas vezes. Segundo o ABC 7, ele usava uma tornozeleira eletrônica no momento do estupro.

Estupro
Henderson se vestiu de trabalhador da construção civil – com capacete, colete refletivo e botas de trabalho – e bateu na porta da casa da vítima, por volta das 17h de segunda-feira (16).

Ele teria dito à mulher que havia trabalho sendo feito no telhado e pediu a ela para fechar as cortinas. A polícia disse que ele subiu pela janela do quarto da mulher e, quando ela entrou no quarto, disse-lhe para deixar o celular cair.

Contando à vítima que ele tinha uma arma, Henderson teria amarrado a mulher e o filho e depois roubado joias, dinheiro e outros itens da residência.

Opções
As autoridades disseram que o estuprador deu à mulher três opções.

“Eu posso sufocá-la e matá-la com este travesseiro, você pode fazer sexo comigo ou vou forçá-la a fazer sexo com seu filho”, disse o estuprador.

Henderson pode pegar até 25 anos de prisão se for condenado.

A esposa do estuprador acredita firmemente na inocência do marido e garantiu ao ABC 7 que o teste de DNA provará sua inocência.

Justiça criminal de Nova York
O chefe de detetives da polícia de Nova York, Dermot Shea, chamou o crime de “incidente preocupante”.

Shea disse que está preocupado com a ampla reforma da justiça criminal do Estado de Nova York, aprovada no início deste ano. Sob a nova legislação, que entrará em vigor em janeiro de 2020, a fiança em dinheiro será limitada.

Dados
Em 2018, as denúncias de estupro em Nova York aumentaram 22%. No total, houve 1.795 denúncias de estupro na cidade em 2018, um aumento de 328 incidentes, de acordo com o NYPD. Mas grande parte disso foi vítima de ataques que ocorreram anos antes.

Dos estupros relatados em 2018, 401 incidentes ocorreram em anos anteriores, disseram as autoridades. E esse número é superior ao de 2017, quando houve 250 denúncias de estupro.

Crimes de ódio
Em Nova York, também ocorreu um aumento de crimes de ódio.

Houve 361 incidentes de crimes de ódio na cidade em 2018, um aumento de 7% em relação ao ano anterior, disseram as autoridades. Mais da metade dos incidentes relatados foram considerados antissemitas, embora nenhum tenha sido tão sério quanto o tiroteio em outubro de 2018, em Pittsburgh, na Sinagoga da Árvore da Vida, que matou 11 congregantes.

O chefe de detetives da polícia de Nova York, Dermot Shea, disse que os incidentes incluem assédio ou ameaças de violência e vandalismo, como o caso de James Polite, de 26 anos, acusado de rabiscar uma linguagem antissemita em um templo e incendiar outros locais, em novembro de 2018.

“Às vezes, nos crimes de ódio, vemos os mesmos indivíduos comentando esse tipo de crime repetidamente. Temos três ou quatro indivíduos que responderiam por todo esse aumento, seja por desenhar suásticas ou outras coisas dessa natureza”, disse Dermot Shea.

Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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