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Estudo constata que atletas trans têm vantagens no esporte feminino, mesmo após 12 meses de terapia hormonal

Thaís Garcia

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Imagem: O velocista Cece Telfer. Foto: Rudy Gonzalez /Getty Images.

Homens biológicos que se identificam como “mulheres trans” reterão vantagens de força sobre mulheres biológicas, mesmo após 12 meses de terapia hormonal, de acordo com um novo estudo realizado na Suécia.

Os pesquisadores que realizaram o estudo descobriram que homens biológicos, submetidos a 12 meses de terapia hormonal, perderam massa muscular nas pernas, mas ainda mantinham a força da perna.

“Nossos resultados indicam que, após 12 meses de terapia hormonal, uma ‘mulher transexual’ provavelmente ainda terá benefícios de desempenho em relação a uma mulher biológica”, concluíram os pesquisadores.

Estudo científico
Pesquisadores do Instituto Karolinska – uma universidade médica sueca – e da Universidade Linkoping, uma universidade estadual da Suécia, realizaram o estudo, que aguarda o processo de revisão.

O estudo, cuja versão “pré-impressão” foi publicada on-line na quinta-feira (26), é apenas a mais recente indicação científica de que as atletas estão em desvantagem, quando forçadas a competir contra homens que se identificam como “mulheres trans”.

Um artigo publicado no Journal of Medical Ethics, em junho deste ano, constatou que atletas do sexo masculino que se identificam como “mulheres trans” têm uma vantagem “intolerável” sobre suas concorrentes, mesmo depois de suprimir os níveis de testosterona.

Injustiça e discriminação
O Fair Play For Women, um grupo que se opõe à inclusão de atletas do sexo masculino no atletismo feminino, apontou o novo estudo como evidência de que as atletas são injustamente prejudicadas pelas políticas de atletas trans.

“Organismos esportivos, onde a força muscular da coxa oferece uma clara vantagem na competição, devem suspender suas regras de elegibilidade trans imediatamente”, disse o grupo, em comunicado divulgado na sexta-feira (30), listando ciclismo, rugby, levantamento de peso e atletismo, como esportes implicados pelas descobertas do estudo.

“Permitir que homens, com uma vantagem de desempenho comprovada, compitam no esporte feminino é discriminação contra o sexo feminino”, acrescentou o grupo.

Atualmente, a associação americana NCAA (Associação Atlética Universitária Nacional) permite que homens que se identificam como “mulheres trans” compitam no atletismo feminino, depois de 12 meses de terapia hormonal.

Um exemplo aconteceu na Universidade Franklin Pierce, nos EUA. O velocista Cece Telfer, um atleta biologicamente masculino, venceu um campeonato feminino de corridas da NCAA, em maio deste ano.

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O velocista Cece Telfer.

Em uma entrevista em junho à ESPN, Telfer negou ter uma vantagem sobre as corredoras.

“De qualquer forma, competir contra mulheres biológicas é uma desvantagem, porque meu corpo está passando por tantas implicações médicas, como por mudanças bioquímicas”, disse Telfer.

Outro atleta biologicamente masculino, o velocista da Universidade de Montana, June Eastwood, nos EUA, está competindo na equipe feminina de ‘cross-country’ da universidade neste ano.

Eastwood já trabalhou na equipe masculina, antes de passar por terapia hormonal e mudar para a equipe feminina.

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O velocista June Eastwood.


Lei da “Igualdade”

Em maio deste ano, a Câmara dos Deputados dos EUA votou a aprovação da “Lei da Igualdade”, que exigiria que as escolas permitissem que atletas do sexo masculino, que se identificassem como “meninas trans”, pudessem competir em equipes esportivas femininas.

O projeto teve apoio unânime entre os democratas da Câmara e é apoiado por todos os candidatos à frente do Partido Democrata.

 

Com informações, Daily Caller.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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