Redes Sociais

Espanha

“Síndrome de lobisomem” em bebês espanhóis devido ao uso de medicamento incorretamente rotulado

Thaís Garcia

Publicado

em

"Síndrome de lobisomem" em bebês espanhóis devido ao uso de medicamento incorretamente rotulado 20
Imagem: El Mundo

Várias crianças na Espanha experimentaram um crescimento extremo de pelos e cabelos ao tomar um medicamento incorretamente rotulado. As crianças, principalmente bebês, desenvolveram sintomas semelhantes à “síndrome de lobisomem”, com crescimento de pelos no rosto, braços e pernas. Após pesquisas, a autoridade de saúde espanhola, a Aemps, relatou que a causa foi uma substância indicada para o combate à calvície que estava sendo vendida como se fosse um princípio ativo, indicado contra o refluxo gástrico.

Casos
Foram identificados 17 casos de crianças afetadas pela troca de identificação do produto, por parte do laboratório. Segundo o El Mundo, 10 bebês foram afetados na Cantábria, 4 na Andaluzia e 3 na Comunidade Valenciana.

Uma mãe, Ángela Selles, contou ao El Mundo como aos seis meses, o aspecto do filho Uriel começou a mudar.

“Meu filho tinha seis meses, quando de repente, ficou com sobrancelhas de um adulto. Meu filho encheu-se de pelos no peito, nas bochechas, nos braços, nas pernas, nas mãos. Assustava, porque não sabíamos o que estava acontecendo”, disse Selles à imprensa espanhola.

Outra mãe, que preferiu não se identificar, relatou como o pediatra do filho lhe disse que o problema poderia ser “genético ou metabólico”, dando início a uma série de exames.

Atividades suspensas
O laboratório Farma-Química Sur, em Málaga, está com as atividade suspensa desde julho, por ter provocado o hipertricose, esse distúrbio também conhecido como “síndrome do lobisomem”.

Problema conhecido
A existência de um problema com lotes provenientes do laboratório Farma-Química Sur já era conhecido desde o início de agosto, quando a Agência Espanhola de Medicamento e Produtos Sanitários (Aemps) divulgou, em nível europeu, uma informação sobre a retirada de lotes comercializados do omeprazol.

O problema foi descoberto após queixas de vários pais, de que os seus bebés que eram tratados com aquela substância para o refluxo gástrico, teriam, de um momento para o outro, começado a ficar com o corpo coberto de uma espessa camada de pelos.

O que estava naqueles lotes não era omeprazol, mas outra substância, o minoxidil, utilizado no combate à queda de cabelo e calvície.

De acordo com o El Mundo, essa suspensão acontece por “graves incumprimentos detectados nas normas de controle de fabricação dos medicamentos”. A empresa farmacêutica foi fechada provisoriamente e os medicamentos em questão foram retirados do mercado.

O caso ainda está em investigação na Espanha e, apesar de o crescimento excessivo de pelos, a Agência Espanhola de Medicamento e Produtos Sanitários informou que o crescimento dos pelos nos bebês diminuirá automaticamente, após a interrupção da medicação.

Ainda não se sabe ao certo, quais outros efeitos poderão ser causados nas crianças afetadas.

A empresa tem seis meses para apresentar à Aemps um plano para corrigir as falhas alegadamente detectadas.

Ajude-nos a mantermos um jornalismo LIVRE, sem amarras e sem dinheiro público. APOIAR »

Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais. Lutando pelos verdadeiros direitos humanos e pela Igreja Perseguida.

Parceiros

Publicidade

alan correa criação de sites