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Equador

Comandante da Polícia Federal admite que tráfico de cocaína toma conta do Equador

O país não tem recursos para combater a invasão dos cartéis mexicanos e outras organizações criminosas transnacionais.

Thaís Garcia

Publicado

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Imagem: Henry Lapo/ Expresso

O chefe da Polícia Federal do Equador, Patricio Carrillo, admitiu que o poder das organizações do narcotráfico está assumindo o controle do país.

Os massacres de presídios ocorridos desde 23 de fevereiro são apenas consequência da penetração do tráfico de drogas no país. Esses eventos deixaram 81 mortos.

A polícia está praticamente de mãos amarradas enquanto o tráfico de cocaína toma conta do Equador. Sem recursos suficientes ou legislação que lhes permita agir, pelo menos para melhorar a segurança penitenciária.

“O que eu acho é que isso só mostra que o Equador já está na rede de valor estratégico do narcotráfico”, disse Carrillo em uma entrevista a uma mídia equatoriana.

O comandante justifica que o pequeno país sul-americano não é mais zona de trânsito. “… estando entre os dois maiores produtores de drogas, a cocaína: Colômbia e Peru, já fazemos parte dessa rede”, acrescenta.

Diante das contundentes evidências que confirmam seu argumento, o Comandante da Polícia Equatoriana propõe a prevenção. Para ele, seria a única maneira de o poder dos cartéis de drogas no país não continuar crescendo.

“A presença do crime organizado está deslegitimando todas as políticas de segurança”, disse ele.

Após os atos de violência nas prisões ocorridos nas últimas semanas, descobriu-se que haveria uma briga entre dois importantes cartéis mexicanos: o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nueva Generación (Cartel da Nova Geração de Jalisco).

Essas duas organizações criminosas mantêm uma luta violenta no México, que agora se mudou para a América do Sul.

Aeronaves do narcotráfico

Ao mesmo tempo em que isso acontecia, dois eventos envolvendo narco-aviões também ocorreram no país. Aeronaves carregadas de drogas foram capturadas em solo, nas cidades de Esmeraldas e Manglaralto. Em nenhum dos locais foram efetuadas prisões, disse Carrillo.

Apesar da situação difícil, o comandante Carrillo está otimista. “Mas hoje estamos em tempo de resolver a realidade como sociedade e fazemos esse apelo por maior transparência”, disse ele.

Com informações, Expreso.

Cristã e Correspondente Internacional na Europa.