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Emirados Árabes Unidos serão o primeiro país do mundo a restaurar igrejas iraquianas destruídas pelo EI

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Os Emirados Árabes Unidos, junto à UNESCO, reconstruirão duas igrejas cristãs em Mosul, no Iraque, que foram destruídas pelo Estado Islâmico (EI), em 2017. A parceria foi assinada na sede da UNESCO em Paris, na semana passada, e faz dos Emirados Árabes Unidos a primeira nação do mundo a restaurar igrejas no Iraque, destruídas pelo EI.

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O programa faz parte da campanha “Ano da Tolerância”, dos Emirados Árabes Unidos, e é uma extensão de um acordo de US $ 50,4 milhões assinado em abril de 2018, para ajudar a reconstruir o patrimônio cultural de Mosul. Os Emirados Árabes Unidos se comprometeram a restaurar os locais sagrados muçulmanos, cristãos e yazidis em Mosul.

Os E.A.U. se concentrarão em restaurar a Igreja Católica Siríaca Al Tahira, de 800 anos, uma das maiores e mais antigas igrejas da Mesopotâmia. A igreja costumava ter uma escola, uma biblioteca e um centro médico, antes que os terroristas do EI os destruíssem.

Igreja Católica Siríaca Al Tahira, de 800 anos, uma das maiores e mais antigas igrejas da Mesopotâmia, bombardeada em 2017.

A segunda igreja que os E.A.U. restaurarão é a igreja Al-Saa’a, construída pelos frades dominicanos entre 1866 e 1873.

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“Estamos muito honrados em assinar esta parceria com a UNESCO e o povo do Iraque, para levar nossos esforços para ajudar ainda mais a reconstruir Mosul e reviver o espírito de coexistência e coesão social”, disse Noura Al Kaabi, Ministra da Cultura e Desenvolvimento do Conhecimento dos Emirados Árabes Unidos, ao assinar o acordo na semana passada, em Paris.

A UNESCO e os Emirados Árabes Unidos também construirão um museu e um memorial que exibirão e protegerão os remanescentes da cultura muçulmana e cristã de Mosul.

“Esta reabilitação visa recuperar o verdadeiro espírito da cidade, uma história de convivência pacífica entre diferentes grupos étnicos e religiosos”, disse a diretora geral da UNESCO, Audrey Azoulay.

“Sou grata aos Emirados Árabes Unidos e ao ministro Al Kaabi, que generosamente apoiaram nossa iniciativa desde o início e acreditam que, como nós, não há verdadeira reconstrução e reavivamento sem Cultura e Educação”, concluiu Azoulay.

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