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De olho na medalha olímpica: como o transexualismo nas Olimpíadas de 2020 pode provocar uma fúria global

Hannah Mouncey, um homem australiano biológico, compete no futebol australiano feminino; ele tem 1,88 metros de altura e pesa 100 quilos.

Thaís Garcia

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A questão dos homens biológicos competindo nos esportes femininos nos últimos dois anos tem causado grande revolta em relação à justiça. Agora, vários transexuais estão de olho em um novo prêmio – a medalha olímpica.

De acordo com o site American Thinker, um número recorde de atletas trans poderá estar competindo nos Jogos Olímpicos de Verão de 2020, o que finalmente forçará um debate público sobre esses atletas competindo contra mulheres biológicas em eventos esportivos.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) está se preparando para os próximos jogos em Tóquio.

Quando os jogos de Tóquio foram anunciados pela primeira vez, o COI provavelmente nunca pensou que se encontraria no centro da questão transexual do debate esportivo.

Se os transexuais nascidos do sexo masculino ganharem as medalhas nos esportes olímpicos femininos, isso provocará um debate mundial sobre o assunto, segundo o site. O COI admitiu que não pode apresentar diretrizes nas quais uma competição entre homens biológicos transexuais e mulheres biológicas seria justa.

500% de vantagem de testosterona sobre as mulheres

Atualmente, o COI diz que mulheres “auto-identificadas” podem competir, desde que o nível de testosterona permaneça abaixo de 10 nanomoles por litro (nmol / l) por 12 meses.

Normalmente, os homens têm entre 7,7 e 29,4 nmol / l de testosterona, enquanto as mulheres têm entre 0,12 e 1,77 nmol / l.

Segundo essas diretrizes do COI, homens com restrição hormonal ainda podem manter quase 500% de vantagem de testosterona sobre as mulheres, de acordo com o American Thinker.

Benefícios genéticos masculinos

De acordo com estudos recentes do Instituto Karolinska da Suécia, a vantagem não está apenas no nível de testosterona. Mas também nos benefícios genéticos masculinos, incluindo estrutura óssea e força da parte superior do corpo.

“Nem toda vantagem masculina se dissipa quando a testosterona cai. Algumas vantagens, como sua maior estrutura óssea, maior capacidade pulmonar e maior tamanho do coração, permanecem. A testosterona também promove a memória muscular. As ‘mulheres’ trans têm uma capacidade maior de aumentar a força mesmo após a transição”, disse Alison Heather, fisiologista da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, ao American Thinker.

Várias atletas já falaram sobre competir contra atletas trans.

A medalhista olímpica de ouro, Paula Radcliffe, chamou de “ingênuo” não pensar que homens biológicos transexuais se tornem uma ameaça ao esporte feminino, afirmando que “as pessoas manipularão o sistema”.

“Se você nasceu e cresceu como homem, não poderá competir nos esportes femininos simplesmente porque se identifica como feminino. Isso zomba das definições das categorias de esportes masculinos e femininos”, twittou Paula Radcliffe.

Um atleta transexual que quer competir é Hannah Mouncey.

Ele é um homem australiano biológico que se identifica como mulher, mas quer competir no futebol australiano – mas apenas contra as meninas.

Mouncey tem 1,88 metros de altura e pesa 100 quilos. Ele quer dominar as mulheres no esporte cuja altura média é de 1,61 metros, de acordo com o Redstate.com.

Questão política, ativismo LGBT e a justiça

Atletas transexuais que competem contra mulheres biológicas se tornaram uma questão política e uma questão de ativismo.

Em um comercial de televisão que foi ao ar em Kentucky nos EUA antes da eleição deste mês para governador, a American Principles Project Foundation, um ‘think tank’ (centro de pensamento) conservador e uma organização de defesa política levaram o assunto à tona.

No comercial de TV, mulheres estão se preparando para correr em uma pista. A partida é dada e as meninas correm pela pista. Em seguida, um corredor masculino ultrapassa as meninas, enquanto elas percorrem a pista, vencendo a corrida.

“Todas as atletas querem é uma chance justa nas competições, com uma bolsa de estudos, com um título, com a vitória”, disse a jovem apresentadora.

Em entrevista à CBN News, Terry Schilling, diretor executivo da American Principles Project Foundation – que produziu o comercial – disse que há uma sensação de injustiça geral entre os eleitores.

“Quando estamos discutindo questões relativas ao movimento LGBT, ele tende a ser levantado em termos de igualdade e justiça. Acho que a maioria dos americanos entende que homens e meninos têm uma vantagem atlética injusta sobre as meninas. Acho que as pessoas sabe que é uma vantagem injusta no esporte e não deve ser permitida”, afirmou Schilling.

Schilling disse à CBN News que espera que esse problema seja abordado por mais candidatos na campanha de 2020.

Em junho passado, três atletas do ensino médio apresentaram uma queixa federal de discriminação contra a política do estado de Connecticut em relação a atletas trans. As meninas afirmaram que estavam correndo em desvantagem contra seu oponente transexual, um homem biológico que se identifica como mulher, impactando os resultados finais da corrida.

Em agosto, o Departamento de Educação dos EUA para os Direitos Civis confirmou que havia concedido o pedido de investigação das meninas.

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