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Coreia do Sul é fonte de inspiração para o Brasil, diz Ernesto Araújo

Sulcoreanos sinalizam investimentos com o Mercosul.

Redação

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José Cruz/Agência Brasil

A Coreia do Sul é fonte de inspiração permanente para o Brasil”, disse nesta terça-feira (3) o chanceler brasileiro Ernesto Araújo, ao participar da celebração da passagem dos 60 anos de relações diplomáticas entre os dois países.

Ele afirmou que a inspiração brasileira se deve sobretudo ao brilhante desempenho coreano em dois quesitos: inovação tecnológica e educação.

De acordo com Araújo, este mês as duas nações realizam mais uma rodada de negociações visando a conclusão de um Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e aquele país asiático.

Segundo ele, a percepção do mercado de que o acordo é iminente já está trazendo resultados concretos para o Brasil, por meio da sinalização de empresas coreanas de que haverá aumento de investimentos no Brasil.

Estiveram presentes ao seminário o embaixador coreano no Brasil, Chan-Woo Kim, e o vice-ministro de Assuntos Econômicos da Coreia do Sul, Yun Kang-hyeon.Kim disse acreditar que o acordo Mercosul-Coreia deverá ser fechado em meados de 2020.

Líder em inovação

Já Kang-hyeon lembrou que a República da Coreia é o país líder em tecnologias avançadas como semicondutores e IF (informação tecnológica).

Ele observou também que a Coreia foi o primeiro país a lançar o serviço comercial de 5G no mundo.

Considerando que o Brasil é detentor de competitiva vantagem tecnológica na agricultura, na indústria da aviação e na ciência espacial, acredito que nossos dois países poderão lograr uma cooperação de mútuo benefício”, disse.

Para ele, essa cooperação levará os dois países a se prepararem para a próxima etapa tecnológica, também conhecida como a quarta revolução industrial.

Nesse sentido, este seminário será uma boa oportunidade para se dar um poderoso impulso e promover, entre os dois países, uma relação orientada para o futuro”.

Por seu desempenho tecnológico e por sua poderosa indústria, a República da Coreia ocupa hoje a quinta posição no ranking das importações brasileiras.

De janeiro a julho deste ano, o Brasil importou US$ 2,86 bilhões do país asiático.

Já as exportações atingiram US$ 1,73 bilhões. Com isso, o comércio bilateral apresenta um déficit de US$ 1,12 bilhão para o Brasil.

No ranking das exportações, a Coreia do Sul ocupa a 16ª posição.

Mercosul

Ao falar sobre os recentes acordos assinados pelo Mercosul com a União Europeia e com o EFTA (bloco de países compostos por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), o chanceler Ernesto Araújo disse que o Brasil está muito empenhado em “reconstruir sua presença no mundo”.

Segundo ele, a presença brasileira no mundo foi abalada por um longo período de estagnação. “Não foi simplesmente estagnação econômica, foi também de ideias e de autoconfiança”, disse.

Para ele, o Brasil já venceu essa inércia e essa timidez. “A Coreia deve ser um parceiro fundamental para comércio e investimentos nessa nova reinserção internacional”, disse o ministro Ernesto Araújo.

60 anos

O seminário sobre os 60 anos das relações Brasil-República da Coreia foi realizado no auditório do Instituto Rio Branco.

A organização do evento ficou a cargo da Fundação Alexandre de Gusmão, da Embaixada da Coriea e do Itamaraty.

Com informações, Agência Brasil

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